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Wednesday, August 5, 2020
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Pesquisa afirma que 51% dos Millennials querem empreender

O Estudo “Jovens Digitais: Geração Transformadora”, realizado pelo Mind Miners, empresa especialista em pesquisa digital, em parceria com o Centro…

By Redação , in Negócios News & Trends , at 16/09/2016 Tags:, ,

O Estudo “Jovens Digitais: Geração Transformadora”, realizado pelo Mind Miners, empresa especialista em pesquisa digital, em parceria com o Centro de Inteligência Padrão – CIP tem como base uma análise completa a respeito das visões e atitudes dos Millennials em relação a Tendências Sociais e ao Trabalho.

O estudo incorpora um questionário respondido por amostra representativa de 1.330 respondentes, levantados durante o mês de julho de 2016 por meio da plataforma de consumidores da MindMiners, o MeSeems. Sua análise traz insights valiosos para aqueles que buscam conhecer essa geração de jovens, que num futuro muito próximo se tornarão a maioria dos consumidores e colaboradores do país. A pesquisa abrange jovens nascidos entre 1985 e 1999.

No que se refere a Tendências Sociais, o estudo avalia a percepção dos Millennials sobre tópicos com impacto na instituição da família, incluindo tópicos como o de crianças sendo criadas por país solteiros, casais e apoio aos homossexuais, o vínculo com a religião, entre outros. Além deste, outros tópicos são avaliados como o da instituição do governo, incluindo suas causas, posicionamentos e diferenças.

O estudo possibilita também a compreensão sobre o que move e motiva esta fração da população em termos de trabalho ou atividade produtiva, seja do ponto de vista daqueles que ainda não estão inseridos no mercado de trabalho, seja pelos que já vivenciam este mundo. Trata-se de uma análise completa e abrangente, e que aqui vemos algumas das visões que ele nos traz.

MILLENNIALS E AS TENDÊNCIAS SOCIAIS

“Jovens Digitais: Geração Transformadora” traz características de um momento de transição, de uma sociedade que até os dias atuais se comporta de forma conservadora, em direção a uma sociedade conduzida pelos Millennials, que se põe a discutir questões sociais até então postas por debaixo dos panos ou consideradas imutáveis. Questionando essa geração sobre o casamento gay, a condição dos movimentos religiosos no país, programas sociais do governo e a intensidade das relações digitais (internet), temos resultados muito interessantes, sendo alguns deles postos a seguir.

Segundo o estudo realizado pela MindMiners em parceria com o Centro de Inteligência Padrão – CIP, vemos que a maior parte desta geração (70%) considera a adoção de crianças pelo público LGBT uma tendência positiva para a sociedade, questionando justamente a magnitude das manifestações preconceituosas e desiguais que permeiam nossa sociedade. Uma grande parcela (40%) dos entrevistados acreditam ser positiva uma tendência de desvinculação religiosa (isso é, a tendência de mais pessoas estarem desassociadas de qualquer religião) e, portanto, dos princípios de uma sociedade conservadora em relação à liberdade de pensamento e de expressão. Ainda assim, 30% dos entrevistados indicaram ser uma tendência ruim as pessoas estarem cada vez mais desvinculadas de qualquer religião.

A respeito de programas sociais do governo cerca de 31% dos entrevistados aprovam tais políticas e 23% as aprovam totalmente, somando 54% aqueles que apoiam em algum nível os programas sociais do governo brasileiro.

Por fim e não menos importante, há o questionamento das relações digitais para esta geração, que sem sombra de dúvidas tem como seu instrumento essencial a internet, a maior facilitadora de propagação das informações na sociedade atual. É interessante notar que 64% dos Millennials afirmam que as pessoas compartilham muita informação pessoal na internet, porém, ao serem questionados sobre seus próprios hábitos de compartilhamento na internet, apenas 4% afirmam compartilhar muita informação.

MILLENNIALS E A POLÍTICA

É notório o aumento da participação dos jovens de forma geral nas relações político-econômicas, em especial por causa dos acontecimentos políticos que nos rodeiam nos dias atuais. Mas, qual a visão dos Millennials sobre as instituições governamentais e partidos? E de forma relacionada, qual a expectativa que têm para os tempos que estão por vir adiante frente a tanta incerteza no cenário atual?

Questionados sobre sua visão política, 39% dos entrevistados confirmaram ser em alguns aspectos liberais e em outros mais conservadores, versus 17% puramente liberais e 9% conservadores, levando em conta um total de 22% que não sabiam se posicionar (e 13% que preferiram não responder). Independente de seu conhecimento sobre política, ao avaliarem as diferenças entre os partidos políticos de maior influência hoje no Brasil, a maior parte das respostas dos entrevistados (38%) se concentrou em dizer que praticamente não há diferenças entre as propostas dos destes partidos, contra 17% que afirmam o contrário, que há grandes diferenças nas propostas dos partidos.

Ainda no âmbito governamental, agora sobre a percepção de credibilidade dos poderes políticos no país, vemos a reprovação clara do Senado (opinião negativa ou muito negativa de 62%); do Congresso (65%). Salvam-se o Supremo Tribunal Federal, com 35% de avaliação negativa (e 31% neutra) e a Polícia Federal, com 47% de respostas a avaliando positivamente.

Ainda que com uma visão majoritariamente negativa sobre as instituições políticas (excluindo a Polícia Federal) e com uma percepção nebulosa dos valores e propostas dos partidos com maior influência no país, os Millennials se mostram otimistas, mesmo que de forma singela. Questionados sobre quais são os melhores anos do país, 57% afirmam que estes ainda estão por vir contra 43% que afirmam que estes já se passaram.

MILLENNIALS SOBRE MERCADO DE TRABALHO

A fim de compreender a opinião desta geração sobre seus aspectos motivacionais relacionados ao trabalho, o estudo segmenta os respondentes de acordo com sua situação de trabalho. São apenas estudantes (29,2%), desempregados (19,5%), os empregados sob a legislação da CLT (29,7%), e ainda 4% empregados como Pessoa Jurídica e apenas 3% empreendedores ou empresários.

Para, então, entendermos melhor as opiniões que permeiam as perspectivas do mercado de trabalho brasileiro, o estudo utiliza como amostra para avaliar situação do trabalho no país sob a visão dos Millennials considerando apenas estes três últimos segmentos (empregados CLT, empregados PJ e empresários).

E logo de início, avalia a satisfação dos entrevistados com o mercado de trabalho, indicando que 43% está satisfeito ou muito satisfeito com seus trabalho atual e 35% um pouco insatisfeito ou muito insatisfeito (restando 22% neutros).

Entretanto, ao serem perguntados sobre o apoio que recebem das organizações para o desenvolvimento profissional, 43,9% discordam deste apoio, mesmo que estejam percebendo mudanças com relação aos incentivos e condições dadas à busca por cargos de liderança. Curiosamente, aproximadamente 50% do total de respondentes indicam que pretendem mudar de emprego ou atividade em até dois anos, e outros 21% pretendem entre 2 e 5 anos. Apenas 10% indicaram que jamais trocariam seu trabalho atual.

Naturalmente, aqueles que estão mais insatisfeitos pretendem sair em um espaço de tempo menor (67% em até dois anos), contrariamente àqueles que estão hoje mais satisfeitos com o trabalho (30% em até dois anos).

Há um fator de concordância que nos ajuda bastante a entender a opinião dos Millennials sobre trabalho: os Millennials que indicam estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a atividade atual tendem a concordar que suas competências para liderança não estão sendo bem desenvolvidas.

No estudo realizado pela MindMiners em parceria com o Centro de Inteligência Padrão, é possível visualizar quais são as pretensões dos Millennials em termos de tipo de emprego ou empresa com que desejam atuar. Dos participantes que pretendem mudar de emprego no futuro, 51% pretende seguir pelo ramo do empreendedorismo e negócio próprio. Por outro lado, 39% prefere atuar em empresas de tecnologias, que também estão em alta por causa da quantidade de startups que estão surgindo, e 38% visa grandes corporações.

E o que uma empresa deve oferecer aos Millennials em termos de cultura e valores?

Entendendo com mais propriedade as opiniões sobre o mercado de trabalho sob a ótica desta geração, vemos que 85% dos respondentes concordam que as empresas são importantes para a sociedade, entretanto 34% dos Millennials que trabalham atualmente discordam da ideia de que as empresas atuam de forma ética, principalmente por acharem que seu único interesse seja maximizar lucros..

Na análise do ponto de vista dos entrevistados, foram identificados três principais valores que as empresas devem perseguir para terem sucesso no longo prazo: (i) foco na qualidade de seus produtos e serviços (63%), (ii) foco na satisfação do cliente (54%) e (iii) foco na satisfação de seus funcionários (53%).

Avaliando o que promove o interesse desta geração na escolha de uma determinada organização para se trabalhar, nota-se que os Millennials têm um ponto contraditório, porque ao passo em que desaprovam a busca a qualquer custo das empresas por lucro, 64,9% considera o salário a condição de primeira importância no processo de escolha. Oportunidade de carreira é a segunda razão analisada por esta geração, junto à possibilidade de equilíbrio das responsabilidades profissionais com a vida pessoal.

À luz da avaliação feita a respeito da satisfação dos Millennials sobre seus trabalhos atuais, pôde-se avaliar indiretamente como certos aspectos da cultura das empresas e corporações contribuem para o nível de satisfação.

O estudo indica que os maiores contribuidores da insatisfação no trabalho são (i) o pouco tempo para aprendizado e (ii) o desempenho financeiro acima de tudo. Contrariamente, o peso para a satisfação no trabalho vem igualmente dos fatores culturais (i) compromisso com a igualdade e inclusão, (ii) incentivo à geração de ideias e melhorias, independente do cargo, e, talvez de forma um pouco mais inesperada, (iii) pessoas são responsabilizadas pelas suas ações e desempenho.

E quando questionadas sobre os aspectos mais importantes para a cultura de qualquer empresa, algo novo aparece em destaque nas respostas: 51% dos Millennials indicam que a comunicação aberta e transparente entre as pessoas é um dos fatores mais importantes. Por isso, e de forma complementar, a relevância do uso de aplicativos de mensagens instantâneas para se comunicar com parceiros de trabalho sobre assuntos profissionais é tida como importante por 73% dos respondentes.

Ainda que a geração de Millennials esteja envelhecendo e tomando cargos de maior relevância nas empresas, a multiplicidade de gerações e potencial de conflitos nas relações profissionais permanece extremamente relevante. Dentre os participantes da pesquisa, 87,1% confirmaram que há de fato múltiplas gerações na empresa em que atuam, sendo que metade afirmou a existência de conflitos entre gerações.

Sabe quais as dificuldades que surgem nestes conflitos? Dos respondentes, 49% indica que é pouca valorização das pessoas, 43% dificuldade de adoção de novas tecnologias e 36% falta de flexibilidade.

A pesquisa também trata das aceitações dos jovens brasileiros da atividade produtiva após os 60 anos de idade, com 54% dos entrevistados considerando uma tendência ruim.

MILLENNIALS SOBRE CONSUMO

Neste tópico, vemos mais especificamente o comportamento do Millennial consumidor, que sem dúvida representa um termômetro para a atividade econômica do país. Mesmo com a globalização e aumento da penetração dos meios digitais, é interessante observar as prioridades do consumo desta geração.

Possuir uma residência é para 92% dos Millennials importante ou muito importante, seguida por 76% que indicaram ser importante ou muito importante possuir um plano de saúde. Curiosamente, um smartphone é indicado por 74% dos respondentes pelos mesmos critérios de importância, ficando na mesma linha que um plano de saúde (76% vs. 74%, respectivamente).

Outro ponto a se destacar e um tremendo desafio para os varejistas é o novo comportamento de compra em lojas físicas, em especial devido à multicanalidade no momento da compra. Cerca de 59% dos Millennials afirmam comparar preços pelo celular enquanto estão na loja, antes de decidirem se irão realizar a compra de fato.

Outras tendências se manifestam ao redor do comportamento do consumidor, como a preferência de 46%, de frequentarem lojas que possuam programas de vantagens e benefícios.

Isto mostra, sobretudo, o crescimento cada vez mais acelerado da importância dos mecanismos digitais na atividade econômica.

CONCLUSÃO

O estudo, portanto, nos traz aspectos claros da magnitude e potencial transformador dos Millennials. Observamos o que pensam e principalmente o que projetam para as relações da sociedade, do trabalho e também sobre consumo em um longo-prazo não tão distante. Mostram-se imprescindíveis e mesmo irreversíveis as mudanças em questões de conflito na sociedade, como questões sociais rodeadas por preconceitos e doses de conservadorismo.

 

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