Prazer, Portrait!

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Talvez você tenha percebido que o título da crônica de hoje é o mesmo que o da coluna que eu assino neste jornal. Este texto está sendo escrito minutos depois de o diretor-geral e eu decidirmos o nome. Como foi difícil escolher uma palavra, um conceito que retratasse tudo aquilo que queremos que você, leitor, identifique neste espaço semanal.

Antes de chegar a ele, poucos amigos, aqueles que estão ao lado quase que diariamente, e a minha família foram azucrinados com brainstorms. Foram drinks e caminhadas com uma amiga, conversas por mensagem com outra, que mora na Califórnia e estava de férias no México, com horas de fuso na cabeça. Meus pais, irmãos e cunhados, uns por Skype e outros pessoalmente. Ontem mesmo, após um jantar na casa de um amigo, ao final, estávamos em cinco pessoas largadas entre o sofá, o puff e o chão, olhando uns para os outros e para “o nada” em busca da palavra ideal.

O nome da coluna, Portrait, que significa retrato em inglês e em francês – depende da pronúncia que você queira dar -, vem junto com a nova era digital, que, claro, inclui a nova fase da fotografia. Se antes as pessoas tinham “retratos” da primeira comunhão, do casamento e do batizado do filho, uma foto de cada ocasião, hoje, com os avanços tecnológicos, com a mobilidade e todos os recursos que os smartphones proporcionam, a vida cotidiana é registrada e compartilhada em imagens diariamente pelas redes sociais.

Em todo o mundo, são mais de 150 milhões de usuários no Instagram e mais de 1 bilhão no Facebook mostrando em frases e fotos o que vivem,  o que pensam, o que sentem e o que desejam.  Estão ali desde o prato de comida com o nome do restaurante até a foto do cachorro que vai gerar 250 likes, a das crianças, do namorado, dos bebês da titia (me incluo nessa!), a situação do trânsito, o look do dia no elevador, a malhação na academia, o chopp no bar. Dos acontecimentos cotidianos aos mais importantes eventos, hoje tudo está registrado e compartilhado em fotos.

Portrait vai trazer o retrato do que eu vejo de São Paulo, do Brasil, do mundo. Da cidade, do país, do globo, mas também (e principalmente), de seus cidadãos, de pessoas – individuais ou tribos, urbanas ou não. Do comportamento encontrado nas ruas, nos documentários, nos filmes e livros. Nas atitudes, na diferença, positiva ou negativa, nos pequenos gestos, nas frases soltas escutadas aqui e ali, no perfil que nos cause alguma reflexão. Pode ser boa ou ruim, pode ser profunda ou até um pouco superficial. Pode falar de amenidades, mas também de temas complexos. Pode exprimir emoções que vivenciamos no dia-a-dia, pelas calçadas, ou até mesmo nas telas, da TV ou do computador. Não importa o cenário.

O nosso retrato exprimirá o que acontece na vida das pessoas – seja em âmbito real ou virtual. Portrait pode transparecer, por vezes, uma visão bastante pessoal. A visão da colunista como a do fotógrafo sobre determinado modelo ou paisagem. Por favor, não se incomode se não concordar. O importante é lembrar que aqui a reflexão tentará não ser limitada. Podemos ter um cenário macro ou minimalista. Isso vai depender de como o mundo vai se apresentar e, como eu, como autora do texto, vou exprimi-lo a vocês.

Este é só um momento para dar-lhes as boas-vindas! De fazer um convite: de hoje em diante, vamos compartilhar muitas e muitas “fotos” por aqui. Que por meio de palavras, eu possa mostrar a vocês um pouco do que eu vejo por aí. Prazer, Camila Linberger, sua colunista do Portrait para o The São Paulo Times.

© 2013, The São Paulo Times.

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