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Primeira parcela do 13º salário dos aposentados, o que fazer?

A partir do dia 25 de agosto, será liberada a primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas do…

By Redação , in Brasil Educação e Comportamento Negócios The São Paulo Times , at 15/08/2014 Tags:

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A partir do dia 25 de agosto, será liberada a primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas do Brasil, de acordo com o calendário divulgado pelo Ministério da Previdência Social. Essa injeção de dinheiro feita pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aquece a economia e, por isso, é preciso saber se os beneficiados sabem a melhor forma de utilizar essa quantia.

Sempre alerto que independente da situação financeira, dinheiro extra não deve ser utilizado para quitar dívidas e nem fazer novas compras, mas sim ser poupado, destinando-o para a realização dos sonhos; até porque, o correto é conseguir pagar as contas com o próprio orçamento e não depender de valores extras. No entanto, boa parte da população não é educada financeiramente e, sendo assim, o melhor a fazer é ter ciência da situação financeira para saber como agir.

Assim, antes de receber esse dinheiro, é importante que o aposentado faça um diagnóstico de suas finanças e da família, ou seja, anote todos os gastos ao longo de um mês, separando-os em categorias (alimentação, combustível, vestuário, etc.). Dessa forma, verá exatamente com o que está gastando cada centavo do dinheiro e onde está havendo excessos, para diminui-los ou até cortá-los, se for o caso. Sabendo se é investidor, equilibrado ou inadimplente, é mais fácil descobrir o que fazer com o 13º.

O primeiro perfil é aquele que já pode ser qualificado como investidor, mesmo que pequeno. A opção mais indicada para utilizar o 13º é continuar investindo. Cinquenta por cento do valor deve ser aplicado onde a pessoa já tem investimento. Para o valor restante, uma boa pedida pode ser iniciar a poupar para novos sonhos. Sempre alerto que o dinheiro tem que ter objetivos, podendo ser uma reserva de emergência, uma viagem dos sonhos ou muitos outros, já que nunca é tarde para sonhar.

A segunda opção de utilização do 13º é destinada aos consumidores equilibrados financeiramente, isto é, não possuem dívidas, mas que também não poupam. Essa situação de falsa estabilidade é muito preocupante, pois o aposentado acredita poder utilizar o dinheiro para compras, e é aí que mora o perigo, qualquer imprevisto financeiro fará com que se torne endividado. Uma boa opção é a de iniciar uma reserva; o aposentado deve destinar ao menos uma parcela do dinheiro recebido para este fim. O mais importante para este público, contudo, é criar o hábito de poupar.

A situação mais preocupante é do inadimplente, isto é, pessoa que possui dívidas e não consegue honrar com as mesmas. Lembrando que não é um problema possuir dividas, como parcelamentos, o problema começa quando não se consegue arcar com esses compromisso.

Nesse caso, não se deve gastar imediatamente o dinheiro para o pagamento dos credores, pois isso não solucionará o problema com o dinheiro, apenas postergará. Como este último caso é o mais grave, veja mais algumas orientações que preparei, para sair desta situação:

1. Antes de sair negociando, é preciso ter pleno domínio do seu dinheiro, fazer um diagnóstico financeiro, registrando o que se ganha, o que se gasta e conhecer seu verdadeiro eu financeiro;
2. Faça um apontamento de despesas diárias por tipo de gastos pelos próximos 30 dias. Esse é o caminho para que fique tudo mais claro, somente assim poderá cortar gastos e reduzir excessos;
3. Muitas vezes, é importante dizer “devo, não nego, pago, como e quando puder”. Nunca se deve procurar um credor antes de ter domínio completo de seu dinheiro;
4. A portabilidade é uma das ferramentas para reduzir o endividamento, procure por linhas de créditos mais baixa, mas é importante frisar que isso não resolve a causa do problema;
5. No planejamento para pagar as dívidas, priorize as que têm os juros mais altos, geralmente as de cartão de crédito e cheque especial;
6. Na hora de negociar, se for parcelar as dívidas, tenha certeza de que as mesmas cabem em seu orçamento;
7. Saiba que, para pagar as dívidas atrasadas, terá que repensar seu padrão de vida, pois, se já se endividou com o que ganha, será ainda mais difícil nos próximos meses com as parcelas;
8. Não existe uma porcentagem exata de quanto terá que direcionar para pagar as dívidas, isso dependerá do diagnóstico financeiro feito previamente;
9. Estabeleça uma estratégia para sair do endividamento, conhecendo detalhadamente os credores, valores e taxas de juros;
10. Dois fatores levam ao endividamento, são eles: o crédito fácil, conjugado com a competente propaganda. Por isso, cuidado para não comprar o que não sonhava, com o dinheiro que você não tem, para impressionar, muitas vezes, até mesmo quem você não conhece;
11. As facilidades de créditos, como limite de cheque especial, cartão de crédito e crediários, têm sido verdadeiros vilões nessa ciranda do endividamento e inadimplência;
12. Principalmente para os aposentado, é importante não “emprestar” seu nome para que parentes e amigos façam dívidas. Se eles não podem usar o próprio nome, é porque provavelmente já estão com problemas de endividamento;
13. Procure guardar dinheiro para comprar à vista e com algum desconto. O sonho da independência financeira passa por respeito ao dinheiro, entender que ele é meio e não fim;
14. Quem compra a prazo, paga juros, quem paga juros, paga mais caro e tem dívidas e, quem tem dívidas, realiza menos sonhos.

Por Reinaldo Domingos

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