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Privação do sono: quais as consequências neurológicas?

Má qualidade do sono pode ocasionar o desenvolvimento do Alzheimer ou do Mal de Parkinson. O sono é uma função…

By Redação , in Educação e Comportamento Saúde & Bem-estar , at 09/10/2014

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Má qualidade do sono pode ocasionar o desenvolvimento do Alzheimer ou do Mal de Parkinson.

O sono é uma função imprescindível do nosso organismo para manutenção da saúde do corpo e da mente. Ele é importante para o desenvolvimento normal do cérebro e para os processos de memória e aprendizado. No entanto, privar-se do descanso é algo que merece atenção, uma vez que a falta de repouso adequado pode trazer sérias consequências à saúde.

Pessoas que dormem mal, ou que dormem pouco, normalmente tem seu desempenho físico e mental alterado, como explica a fisioterapeuta da Duoflex especialista em Medicina do Sono, Carolina Elena Carmona de Oliveira. “Indivíduos que dormem pouco desenvolvem distúrbios cognitivos como déficit de atenção, memória, concentração e acabam tendo sonolência diurna excessiva, que pode indicar acidente vascular cerebral, esclerose múltipla ou narcolepsia”, explica a especialista. Uma noite ruim afeta a capacidade de aprendizado, além de reduzir a velocidade de reação. “A memória é fixada durante o sono. É nessa hora que ocorre a secreção de substâncias como a serotonina e a noradrenalina que, se privadas, podem levar a transtornos de humor e de ansiedade”, complementa.

Os problemas de sono podem funcionar como um aviso para o desenvolvimento de doenças neurológicas futuras. Segundo estudos da Universidade de Toronto, o distúrbio comportamental do sono REM – fase do sono em que ocorrem os sonhos – pode ser um pré-sintoma de enfermidades como o Alzheimer e o Mal de Parkinson, pois o cérebro permanece em intensa atividade, aumentando a frequência cardíaca e respiratória. De acordo com os pesquisadores, a doença de Alzheimer afeta primeiro as células do cérebro que controlam o sono REM; em seguida, se espalha para outras áreas degenerativas. No caso do Mal de Parkinson, o sono é considerado um antecessor da doença, pois o transtorno é de difícil diagnóstico. “É importante ressaltar que sofrer do distúrbio comportamental do sono REM não é uma sentença de desenvolvimento de problemas neurológicos, mas a condição serve de alerta e deve ser acompanhada”, pontua a fisioterapeuta.

Confira abaixo como a privação do sono pode afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e longo prazo:

• Curto prazo – Pode ocasionar dias com desconcentração, lapsos de memória, cansaço físico, dores de cabeça e baixo rendimento nas atividades cotidianas. “Durante o sono as memórias do dia anterior são organizadas e consolidadas. Além disso, ocorrem os preparativos para as atividades do dia seguinte, tanto física como mentalmente”, explica Carolina.

• Médio prazo – Aumento do risco de inúmeras doenças como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, obesidade, depressão e ansiedade. “Isso ocorre por excesso de liberação de cortisol e adrenalina (hormônios do stress), aliada à redução da liberação de leptina (hormônio da saciedade) e do GH (hormônio do crescimento). Quem deixa de descansar não repara os tecidos do corpo e sobrecarrega o organismo como um todo”, comenta a especialista.

• Longo prazo – Envelhecimento precoce, elevando o risco de infarto, derrame cerebral e predisposição de doenças degenerativas, como o Alzheimer.

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