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Programas sociais e de inclusão financeira investem em biometria para facilitar acesso da população aos benefícios

Além de combater a desigualdade, programas de inclusão social e bancária têm permitido que a população de baixa renda –…

By Redação , in Brasil Tecnologia e Ciência , at 25/08/2014 Tags:

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Além de combater a desigualdade, programas de inclusão social e bancária têm permitido que a população de baixa renda – classes C, D e E – tenha mais acesso a cartões de débito e crédito, bem como a outros tipos de transações financeiras. Dados do Banco Central do Brasil apontam que, no período entre 2005 e 2010, a quantidade de cartões de débito emitidos aumentou 36%, enquanto a quantidade de ativos cresceu praticamente 85%, indicando que mais pessoas que já tinham esse tipo de cartão passaram a utilizá-lo com mais frequência. Nos últimos anos, a autenticação biométrica facilitou ainda mais a relação entre correntistas e bancos.

O Brasil poderá, inclusive, se transformar no primeiro país do mundo em que o número de caixas eletrônicos com sistema de autenticação biométrica supera aqueles que contam apenas com modelos convencionais até o final deste ano. “Cinco dos maiores bancos brasileiros já adotaram a autenticação biométrica, implantando sensores nos caixas eletrônicos. Não deve demorar para que as demais instituições financeiras sigam pelo mesmo caminho”, afirma Juan Carlos Tejedor, diretor comercial da Lumidigm para a América Latina. A empresa norte-americana reconhecida mundialmente por sua tecnologia de autenticação segura, faz parte da HID Global.

Hoje, dos 180 mil caixas eletrônicos instalados em território nacional, pelo menos 60 mil contam com algum tipo de tecnologia biométrica. Somente a Lumidigm, por exemplo, está dobrando sua base de sensores de imagem multiespectral instalados ainda este ano. Os beneficiários do Programa Bolsa Família, que atende mais de 13 milhões de famílias em território nacional, são um exemplo claro de como a biometria tem auxiliado na inclusão bancária. Como muitos utilizam o caixa eletrônico apenas uma vez por mês para resgatar o benefício, é comum o esquecimento das senhas de acesso ao caixa eletrônico, levando os gerentes de banco a investir muito tempo na solução desse tipo de problema. “Com a implantação dos sensores biométricos nos caixas eletrônicos, a Caixa Econômica Federal já reduziu sensivelmente esse problema”, diz Tejedor.

No ano passado, o banco argentino Supervielle recebeu um prêmio da Federação Latino-Americana de Bancos (FELABAN) pela implantação de um projeto de identificação biométrica que simplifica e torna mais seguro o pagamento dos fundos de pensão para aposentados do serviço público. O processo costumava ser bastante complexo e cansativo, por conta da quantidade de certificados e documentos exigidos. Com a implantação dos sensores biométricos, fornecidos ao Supervielle através da parceria com o integrador local Teksol S/A, os aposentados agora precisam apenas usar o dedo para provar quem são e receber a pensão de forma conveniente e segura.

No México, a biometria facilita o acesso a um dos maiores programas de saúde do governo, garantindo atendimento médico a mais de 53 milhões de pessoas sem seguro, principalmente as famílias mais pobres. Também na Índia, com uma classe média emergente e programas de microfinanças que buscam melhorar o acesso da população de baixa renda a serviços bancários (principalmente mulheres), a biometria tem contribuído para transformar a experiência do contato com o banco em algo mais simplificado e seguro. Bolívia, Chile e Venezuela também seguem investindo na identificação através da imagem multiespectral.

Tejedor explica que os sensores de imagem multiespectral permitem enxergar tanto uma camada superficial da pele como uma segunda camada mais profunda, em que os vasos sanguíneos reproduzem o desenho exato da superfície do dedo. O cliente pode estar com o dedo suado, molhado, sujo, gasto ou machucado e ainda assim será devidamente identificado. Para sacar dinheiro nesses caixas eletrônicos, basta inserir o cartão do banco e aproximar o dedo do leitor de impressões digitais. Simples assim. Daí a importância da biometria para a inclusão bancária, financeira e, em alguma medida, social.

Por Juan Carlos Tejedor. Diretor comercial da Lumidigm (parte da HID Global) para a América Latina. 

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