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Qual o legado dos jogos no Rio de Janeiro?

46% dos brasileiros acreditam que um dos principais legados do evento é a difusão cultural brasileira no mundo. 50% dos entrevistados…

By Redação , in Brasil News & Trends , at 17/08/2016 Tags:, , ,

46% dos brasileiros acreditam que um dos principais legados do evento é a difusão cultural brasileira no mundo. 50% dos entrevistados estão muito emocionados em poder ver de perto grandes atletas mundiais.

A Millward Brown, líder mundial em ajudar empresas a construírem grandes marcas e TNS, líder mundial focada em ajudar empresas a crescerem, realizaram um estudo entre junho e agosto desse ano que combinou metodologias quantitativas e qualitativas para apontar o legado dos jogos para os brasileiros.

Durante as entrevistas, quando perguntados em relação aos sentimentos sobre o evento, sete em cada 10 brasileiros acreditam que este não era o melhor momento para os jogos acontecerem no Rio de Janeiro, porque o país está exposto ao mundo; no entanto, cinco em cada 10 brasileiros estão animados para ver diversos atletas de todo o mundo nas proximidades.

O principal problema apontado quanto ao desempenho do País nos jogos é a violência – oito em cada 10 se dizem preocupados com esta questão. Do total, 41% acreditam que outro problema é a poluição do mar, baía e lagoas, 38% acreditam que não há estrutura necessária para receber os turistas, 31% estão preocupados com a falta de policiamento adequado, 30% por epidemias transmitidas por mosquitos, 28% com o tráfico de drogas e 24% acreditam que as estruturas construídas para os jogos são de baixa qualidade.

Por outro lado, quando perguntados sobre o que os jogos irão deixar de legado para a cidade do Rio de Janeiro e para o Brasil, seis em cada 10 (62%) acreditam que o legado principal é o uso de estruturas esportivas futuramente. Outros fatores positivos: 46% apontou a difusão da cultura brasileira no mundo, 45% acreditam que é a extensão de capacidade do Aeroporto Internacional do Galeão, 32% aponta a melhoria operacional do aeroporto Santos Dumont e 31% acredita que o maior legado foi o aumento em segurança.

Vale destacar que três em cada 10 dos entrevistados consideraram como legado os programas de educação e sustentabilidade, e desde o início dos jogos o cuidado com o meio ambiente foi uma das questões mais importantes.

Mais de metade da população, seis em cada 10 brasileiros, acreditam que foi uma decisão errada a escolha para o Rio de Janeiro sediar os jogos. No entanto, quando perguntados se o legado seria positivo ou negativo, quatro em cada 10 (44%) consideram positivo.

Já na visão de arquitetos urbanistas de São Paulo e Rio de Janeiro, o maior legado para a cidade será a requalificação das áreas e incentivo para um novo tipo de ocupação, assim como uma transformação na mobilidade urbana. Porém, as mudanças positivas só serão notadas no médio e longo prazo, pois há uma adaptação social e econômica nos locais e na cidade como um todo que demora a ser restabelecida.

A ideia inicial era que o Rio seguisse o exemplo da cidade de Barcelona, na qual as Olimpíadas marcaram uma transformação, seja nas instalações construídas no Mont Juic, seja na área portuária. Porém, a cidade do Rio é bastante complexa e diferente, seja pela geografia, seja pela forma como foi estabelecida a ocupação, o que fez com que o planejamento seguisse características especiais.

As entrevistas qualitativas mostram que a população aguarda um retorno rápido, depois de ter sido impactada durante meses por obras, que os deixaram maior tempo no trânsito e também pelas desocupações. Mas assim como nas cidades sede de Londres e Pequim, o retorno de iniciativas público-privadas será sentido no longo prazo. Em Londres por exemplo, as instalações tornaram-se um parque aberto para a população, onde há escolas de esporte e obras de arte interativas. Há também um estádio, shopping e hotéis, mas a ocupação de fato está começando agora, quatro anos depois.

Sobre o estudo
O estudo foi feito em duas partes: uma fase quantitativa, realizada pela Millward Brown, e outra fase qualitativa, realizada pela TNS. Na fase quantitativa, foram entrevistadas 400 pessoas, homens e mulheres com mais de 16 anos, classe A, B e C. A amostra nacional foi distribuída de acordo com a população e foi feita entre junho e agosto de 2016. Na fase qualitativa, foram feitas entrevistas com duração de duas horas com 10 atletas das modalidades judô, karatê, atletismo e basquetebol e seis entrevistas de duas horas com arquitetos e urbanistas de empresas privadas e públicas em São Paulo e Rio de Janeiro. A pesquisa de campo foi realizada entre 18 e 29 de julho.

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