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Quem apita o jogo agora é um… Computador?

A tecnologia em breve fará dos funcionários que trabalham em eventos esportivos meros ascensoristas. Nos Jogos Olímpicos de Sochi não…

By Redação , in News & Trends , at 24/02/2014 Tags:,

A tecnologia em breve fará dos funcionários que trabalham em eventos esportivos meros ascensoristas.

Nos Jogos Olímpicos de Sochi não houve nenhum escândalo de arbitragem global. Os funcionários são altamente treinados e geralmente têm razão, mas são humanos. E, por isso, às vezes cometem erros – o que os transformam em “corruptos” – e esse é o problema.

Nós tentamos fechar essa lacuna nos últimos dez anos, apoiando os seres humanos imperfeitos com replays de vídeo. E não estamos falando de ciência ou ficção, muitas dessas capacidades estão surgindo agora, e as empresas trabalham para obtê-las. “Os avanços na última década tornaram muito mais viável substituir os sentidos humanos”, diz Eric Brynjolfsson, professor do Instituo de Tecnologia de Massachusetts e coautor do livro “The Second Machine Age”, o qual fala sobre o impacto dos computadores que podem começar a pensar como nós.

Não é como se isso nunca tivesse acontecido antes. Agora a contagem do tempo é automatizada para quase todas as corridas de alto nível de qualquer tipo – patinagem, corrida, natação.

Agora é só considerar a armadura de tecnologias que comanda os esportes. A NBA este ano colocou o SportVU (dispositivo de câmeras) em cada arena. Esse sistema de câmeras e computadores rastreia todos os jogadores e a bola três vezes por segundo e registra todos os dados. As ligas de futebol de todo o mundo estão considerando em adotar o tal sistema.

Todos os grandes torneios de tênis estão usando um sistema chamado Hawk-Eye, que acompanha a bola e fornece os registros de seu movimento.

O futebol na Europa está fazendo de tudo para adotar um sistema de câmeras de alta velocidade e computadores que podem dizer se a bola cruzou a linha do gol. O fabricante de um sistema desse tipo, o GoalControl, afirma que as câmeras podem rastrear os jogadores e a bola, além de ser mais preciso que os árbitros humanos nos casos de impedimento.

A tecnologia vai manter as partidas mais interessantes. Essas plataformas conseguem ser tão sensíveis que podem informar o peso e o número do calçado de um jogador. A tecnologia fomenta a ideia de que a NFL – National Football League – pode colocar sensores em um campo de futebol inteiro e capturar onde a bola cai.

“Imaginem o dia em que os oficiais que escrevem as regras e os programadores das máquinas trabalhem em conjunto”, diz Brynjolfsson. “Nós ainda não estamos perto de construir um computador-árbitro que possa fazer o julgamento correto, mas a de tendência é que isso aconteça em breve”, completa.

Claro, toda essa ideia pode parecer assustadora e autoritária. Quem os torcedores irão vaiar?

Que insulto os fanáticos indignados diriam para o computador? Talvez: “O juiz roda no Windows!”.

© 2014, Newsweek.

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