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Rede de farmácias dos EUA proíbe a venda de produtos tabagistas

A CVS Caremark Corporation – uma grande rede de farmácias norte-americana – anunciou que irá suspender a venda de cigarros…

By Redação , in News & Trends Saúde & Bem-estar , at 21/02/2014 Tags:,

A CVS Caremark Corporation – uma grande rede de farmácias norte-americana – anunciou que irá suspender a venda de cigarros e outros produtos derivados do tabaco em todas as suas 7.600 unidades em outubro deste ano. Ao mudar a opinião pública sobre o tabagismo, a iniciativa da CVS alinha-se com o Obamacare e torna este movimento de negócios em uma sábia investida.

“A farmácia é, antes de tudo, uma invenção americana”, diz Greg Higby, diretor-executivo do Instituto Americano de História da Farmácia.

As primeiras farmácias norte-americanas – chamadas de boticários na época – foram criadas no período colonial e tornaram-se populares nas grandes cidades no século 17. As lojas vendiam produtos normais, como medicamentos para tratar a tosse, dores e várias doenças que podiam ser tratadas em casa.

Na década de 1850, a fonte de refrigerante surgiu como um meio para entregar o medicamento de forma mais eficaz. As drogarias ganharam mais destaque quando começaram a misturar os medicamentos amargos, com aromas açucarados e água com gás, para torná-los mais saborosos.

O verdadeiro crescimento no negócio de drogarias veio durante a Lei Seca, em 1920 – e foi nesta época que toda a ideia de como deveria ser uma farmácia mudou. “É quando você começa a vê-las produzindo bebidas e refrigerantes sem remédio”, diz Liz Sherman, diretor do Museu da Farmácia de New Orleans. Na época, algumas aplicações medicinais do tabaco foram aceitas – incluindo a substância, ironicamente, para o tratamento da asma.

“Durante a maior parte da história norte-americana, o material atrás da loja – as drogas de verdade – sempre foi uma parte muito pequena do negócio”, diz Higby.

O papel da farmácia começou a mudar novamente após a Segunda Guerra Mundial. Nos anos 1960, a CVS abriu as portas para suas primeiras lojas em Rhode Island – um estado dos EUA, e os gigantes farmacêuticos se espalharam, especialmente após a década de 1970, quando houve um aumento na cobertura de remédios por parte dos convênios médicos.

Hoje, 47,5 por cento dos americanos usa um ou mais medicamentos comprados na farmácia. O que significa que essas mesmas lojas tornaram-se menos dependentes das vendas de bens supérfluos para manter um lucro. Atualmente, os varejistas como a CVS estão reconhecendo uma nova oportunidade de negócio: implantar clínicas nas lojas que oferecem tudo, desde vacinas para testes de laboratório até diagnósticos e tratamentos de doenças comuns da família. As farmácias estão cada vez mais voltando ao seu papel de ser a prestadora local de cuidados de saúde, como no século 19.

“Todos os dias estamos ajudando milhões de pacientes a controlar doenças crônicas, como hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes – e todas essas condições são agravadas pelo tabagismo”, diz Larry Merlo, diretor executivo da CVS Caremark Corporation. “Os produtos do tabaco não têm lugar em um ambiente onde se preza pela saúde”. Mas se o objetivo é realmente transformar CVS em uma empresa de cuidados de saúde mais ampla, o que acontece com os doces, batatas fritas e o refrigerante – que possuem altos níveis de sódio, gordura e açúcar? A decisão é um indicador de uma mudança mais abrangente para que entrem os produtos fornecidos por nossas redes de drogarias nacionais?

De acordo com Higby, as chances são pequenas, desde que as farmácias permaneçam como entidades fora do sistema de cuidados de saúde. No Reino Unido, a maioria das farmácias dispensa a medicina como uma parte integrada do Serviço Nacional de Saúde; e, consequentemente lideram o esforço para diminuir o tabagismo no país. O tabaco tem sido proibido em farmácias do Reino Unido – assim como na Itália e na França -, mas nos EUA, a CVS e a Walgreens ainda estão em primeiro lugar das grandes varejistas.

Talvez esta seja a declaração mais resumida da Walgreens, à luz da decisão da CVS para proibir o tabaco: “Vamos continuar a avaliar a escolha dos produtos que os nossos clientes procuram e, ao mesmo tempo, ajudar a educá-los fornecendo produtos antitabagismo e alternativas para ajudar a reduzir a demanda de produtos com tabaco”, conclui.

© 2014, Newsweek.

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