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Reestruturação de dívidas e recuperação judicial de empresas em tempos de crise

O aperto de crédito generalizado e a deterioração do cenário macroeconômico brasileiro têm levado muitas empresas a situações cada vez…

By Redação , in Brasil Negócios , at 13/08/2015

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O aperto de crédito generalizado e a deterioração do cenário macroeconômico brasileiro têm levado muitas empresas a situações cada vez mais delicadas, em especial aquelas que não conseguem um controle sobre as receitas, como as do setor de transporte coletivo, por exemplo, que dependem das regras de cada município, e de ramos da cadeia atrelada à Petrobrás, no segmento de óleo e gás, ou ao câmbio, principalmente quando dependem de insumos importados, dada a elevação constante do dólar.

Fatores como esses – mas não apenas esses – têm levado muitas empresas para as renegociações de suas dívidas, com bancos e fornecedores, buscando evitar o pedido de Recuperação Judicial. A partir dessa conclusão, torna-se essencial uma boa análise técnica e jurídica, antes de se iniciar um processo de renegociação de dívidas.

Para isso, é fundamental que essas empresas tenham um negociador experiente ao seu lado, afirma Lazar Halfon, CEO da HSA Soluções em Finanças, empresa especializada em reestruturação de dívidas e recuperação judicial.

A HSA orienta empresas endividadas sobre cuidados a serem tomados na renegociação de dívidas e se especializou em pessoas jurídicas de médio e grande porte. Um dos seus acordos mais recentes indica que uma boa análise e negociação especializada podem salvar uma empresa. Trata-se de um cliente da HSA que conseguiu um acordo com um grande banco que resultou numa redução de 78,50% no saldo da dívida. No que se refere ao pagamento, 35% serão feitos em dação de bens e 65% em dinheiro, o que significa uma economia de R$1,8 milhão numa dívida de R$ 2,2 milhões.

Para se obter um desconto expressivo na dívida de uma empresa, há algumas condições. A primeira, segundo Lazar Halfon, CEO da HSA Soluções em Finanças, é o chamado esgotamento cadastral, ou seja, quando o devedor não tem patrimônio suficiente para quitar o total da dívida, então o banco sabe que, mesmo que recorra à Justiça, o máximo que poderá receber é o valor do patrimônio do devedor e avalistas.

A segunda condição, lembra Halfon, é quando o credor comete muitos abusos (como ocorreu nesse caso), como exigência de reciprocidades, cobrança de taxas acima de mercado, venda de produtos casados. Isso encarece tanto a dívida que, levada ao Judiciário, haverá a compensação desses valores, reduzindo-a substancialmente, e,  por fim, quando o chamado custo de oportunidade do credor se mostra interessante, como é o caso dos momentos em que as taxas de juros sobem muito.

Isso comprova que é necessário fazer uma boa análise técnica e jurídica, antes de iniciar um processo de renegociação de dívidas.

Sendo assim, Lazar Halfon, da HSA Soluções em Finanças orienta empresas endividadas sobre cuidados a serem tomados na renegociação de dívidas:

1-   O momento para iniciar a reestruturação das dívidas:  dificuldades de fluxo de caixa são como doenças raras, no início são difíceis de diagnosticar mas a cura é fácil; com o passar do tempo, o diagnóstico fica fácil, mas a cura, muito difícil.

2-   Planeje o processo de reestruturação: antes de iniciar as conversas com os credores, tenha bem definidos os critérios de renegociação, quanto a prazos, formas de pagamento, credores estratégicos e, principalmente, a capacidade de pagamento projetada no fluxo de caixa.

3-   Não aceite imposições dos credores: a decisão sobre a forma de pagar dívidas está condicionada à capacidade financeira da empresa e não à condição imposta pelo credor.

4-    Tenha calma e firmeza na hora de adicionar garantias: só faça trocas justas. Se der ou aumentar garantias, deve haver uma relação de troca justa, com redução substancial de juros e dilação de prazo de acordo com as necessidades do devedor.

5-   Renegociação deve sempre ser definitiva: caso contrário, o devedor perde totalmente sua credibilidade. É melhor ter o desgaste inicial do que descumprir o acordo em pouco tempo.

6-    É melhor entregar logo o ativo ao credor, fazendo a chamada dação em pagamento: às vezes é melhor entregar um ativo ao credor do que dá-lo em garantia, pois com o tempo o valor do ativo deprecia e o da dívida sobe.

7-    Não trate a renegociação de dívida de forma intuitiva ou emocional: não adianta tentar resolver o problema na base do relacionamento com o credor – é preciso solucionar a situação de forma profissional.

8-   Seja conservador nos prazos que negociar: depois de analisar seu fluxo de caixa, avalie meticulosamente o prazo em que pode pagar a dívida e negocie um prazo bem maior. Com isso, não corre o risco de haver um imprevisto e você ficar novamente inadimplente.

9-   Por fim, leia atentamente Maquiavel: “Faça todo o mal de uma única vez, e o bem, aos poucos”.

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