fbpx
Monday, April 6, 2020
-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-


Resgate de brasileiros retidos no exterior: a importância de um cônsul honorário – o caso Curaçao

A crise mundial causada pelo COVID-19 ao redor do mundo tem sido avassaladora e, infelizmente, deixou muitas pessoas ilhadas. Muitos…

By Redação , in Brasil Mundo São Paulo , at 25/03/2020

A crise mundial causada pelo COVID-19 ao redor do mundo tem sido avassaladora e, infelizmente, deixou muitas pessoas ilhadas. Muitos destes, turistas brasileiros que estavam em viagem ao exterior e viram-se afetados diretamente. Uma grande maioria não esperava uma escalada desenfreada do número de casos da doença ou o anúncio da OMS para uma pandemia. O que motivou ações abruptas de muitos governos a fecharem suas fronteiras, além de bloqueio do tráfego aéreo.


Brasileiros solicitaram (e ainda solicitam) ajuda em muitos países como Portugal, Tailândia, Índia, Emirados Árabes Unidos, Cabo Verde, México, Equador, Panamá, Costa Rica, Polônia, Peru, Paraguai, Suriname, África do Sul, a ilha caribenha de Curaçao entre outros destinos. O socorro tem sido coordenado pelo governo brasileiro através de diversas instituições como Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo, Agência Nacional de Aviação Civil e Ministério da Defesa.

Quem está no dia a dia para atender as demandas, reclamações e necessidades destes retidos não-programados são diplomatas de carreira e honorários da rede de embaixadas e consulados do Itamaraty. Estes últimos ganharam bastante destaque, pois têm prestado apoio ininterrupto aos brasileiros expatriados em localidades onde não existe uma missão diplomática fixa. É o exemplo de Américo Soares, na Ilha do Sal, em Cabo Verde, José Miguel Rivas Vizcarra, na cidade peruana de Arequipa, e Waleska Schumacher, cônsul honorária para as ilhas holandesas de Curaçao, São Martinho, Saba, Santo Eustáquio e Bonaire. 

O caso do Consulado Honorário do Brasil em Curaçao

O caso de Schumacher é bastante motivador, pois, para quem não compreende muito o contexto diplomático, a atuação de um cônsul honorário é estritamente voluntário. Antes de conhecer o esforço da brasileira na ilha holandesa, vale a pena entender melhor a função.

Segundo o Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores, o objetivo principal de uma repartição consular honorária é a defesa dos direitos e a assistência, emergencial ou não, aos membros da comunidade brasileira (residentes ou de passagem) em sua jurisdição. Além disso, cuida da organização e participação em encontros e outras atividades que envolvam a comunidade brasileira local naquela localidade. A escolha de um cônsul honorário leva em consideração pessoas que mantêm vínculos com o Brasil e, sobretudo, com a comunidade brasileira residente e que, por seu trânsito nos meios locais, tenham condições de desempenhar plenamente as respectivas funções. Waleska está subordinada à área da Embaixada do Brasil em Trinidad e Tobago, que cuida de parte do Caribe holandês.

Com a proliferação do COVID-2019, muitos brasileiros em férias ou passeio na paradisíaca Curaçao (ilha de 444 km2 e pertencente à Holanda) encontraram-se literalmente “ilhados” e sem saber o que fazer. O governo local observou a necessidade de fechar seu espaço aéreo e quem estava por lá contou com o suporte (dentro das limitações) de Schumacher. 

Assim que o coronavírus ganhou o status de pandemia, fui acionada por muitos brasileiros para sincronizar informações e auxiliar na saída deles da ilha. Juntamente com outra brasileira, a Camila, que é voluntária comigo nestas últimas semanas, parei meu trabalho para ajudá-los. Em contato com as companhias aéreas Copa e Avianca, conseguimos alocar 18 e todos retornaram ao Brasil. Desde 15 de março, o Governo de Curaçao fechou seu espaço aéreo e passou a aceitar somente voos de resgate de expatriados“, conta a representante honorária, que é empresária do segmento de bebidas.

Não tem sido muito fácil, mas estou em contato direto com a Embaixada do Brasil em Trinidad e Tobago para informar a Brasília sobre aqueles que estão retidos aqui ainda. Destaco a imensa colaboração do Curaçao Tourist Board em apoiar os brasileiros e outros estrangeiros, empresas e hotéis locais com a oferta de serviços com preços simbólicos, além do apoio da comunidade brasileira local“, conclui Waleska, que espera a chegada de um voo da FAB para resgatar os retidos. Estão em Curaçao 11 brasileiros em um grupo, além de 3 brasileiros na ilha vizinha de Bonaire.

Comments


Deixe uma resposta


O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *