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Wednesday, July 8, 2020
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Rodovias sobconcessão têm queda de 10% nos acidentes e de 23% nas mortes

O número de mortes nas rodovias estaduais sob concessão em São Paulo teve queda de 23% em 2015 na comparação…

By Redação , in Brasil São Paulo The São Paulo Times , at 06/04/2016

Foto: Reprodução
Foto: Reproduçãoestrada

O número de mortes nas rodovias estaduais sob concessão em São Paulo teve queda de 23% em 2015 na comparação com o ano anterior. Levantamento realizado pela ARTESP (Agência de Transporte do Estadode São Paulo) com base nos dados da Polícia Rodoviária Estadual e do MovimentoPaulista de Segurança no Trânsito mostra, também, redução de 10,1% naquantidade de acidentes e de 11,1% nos casos de vítimas feridas nos 6,4 milquilômetros da malha concedida. O resultado representa um importante avanço nosentido de alcançar o patamar estabelecido pela ONU para redução de acidentesde tráfego e trânsito. Os investimentos constantes previstos no Programa deConcessões Rodoviárias do Estado de São Paulo e a intensificação das campanhas de educação no trânsito são importantes fatores para obtenção desse resultado.

Em números absolutos, foi registrado em 2015 um total de 251 mortes amenos do que em 2014 na malha concedida. No ano passado morreram em acidentesnas estradas sob concessão um total de 838 pessoas, ante 1.089 vítimas fataisregistradas no ano anterior. Já o recuo na quantidade de acidentes, também emnúmeros absolutos, foi de 5.265 casos (46.641 em 2015 contra 51.906 no anoanterior), e o de feridos foi de 2.184 (12.806 no ano passado ante 14.108 em2014). O recuo foi alcançado mesmo com a ampliação da malha concedida em 2015ocorrida com a inauguração da segunda etapa do Trecho Leste do Rodoanel emjunho e o início da concessão da Rodovia dos Tamoios em abril.

Investimentos e campanha. Desde o início do Programa de Concessões, osinvestimentos realizados pelas concessionárias, com verba proveniente dopedágio, ultrapassam R$ 70 bilhões. Entre os investimentos em infraestruturaque colaboraram para a redução de acidentes estão a implantação de marginais,duplicação de pistas, implantação de faixas adicionais e acostamentos,recuperação e ampliação de dispositivos de acesso e retorno, entre outros. Ototal de duplicação de pistas da malha concedida somente nos últimos seis anosfoi de 266 quilômetros. Esse tipo de obra tem importante papel na redução deacidentes, pois contribui para redução de colisões laterais – que são aterceira maior causa de acidentes, segundo levantamento feito com base nosregistros de 2014 – e frontais. Também na malha concedida, no mesmo período,foram implantadas 133 quilômetros de pistas marginais – importantes por separaro tráfego urbano do rodoviário -, 273 quilômetros de faixas adicionais e 344quilômetros de acostamentos.

No ano passado, a ARTESP e as concessionárias realizaram importantecampanha para conscientização dos usuários da necessidade do uso do cinto desegurança, inclusive no banco traseiro. Com base em pesquisa realizada emdezembro de 2014 pela Agência que apontou que 54% dos ocupantes do bancotraseiro não utilizavam cinto de segurança, foi desencadeada a campanha comfoco nesse problema a partir de janeiro. Nova pesquisa, em agosto de 2015,indicou que esse índice caiu para 38%. A campanha contou com filmes veiculadosna TV e internet, faixas nas rodovias, mensagens nos painéis das rodovias,distribuição de panfletos e ações com o Simulador de Impacto – aparelho quesimula uma batida a 5 km/h e transmite ao usuário o impacto de um acidentemesmo que a baixa velocidade, ampliando a sensação de importância da utilizaçãodo cinto.

Simulador de impacto. Esse equipamento se mostrou um importantealiado nas campanhas de conscientização. Ao longo de 2015, o Simulador deImpacto passou por 47 cidades, muitas delas mais de uma vez. No total, foram 250 dias de ação com o simulador, já que emmuitos dos locais o equipamento ficava mais de um dia. A ARTESP teve 64parceiros na mobilização realizada em 2015, incluindo, além dasconcessionárias, escolas, universidades, prefeituras, shoppings centers, órgãospúblicos estaduais e municipais, empresas, hospitais e entidades de classe. Asações com o simulador continuam sendo desenvolvidas pela ARTESP. Empresas eentidades interessadas em realizar campanhas com o Simulador de Impacto podementrar em contato com a Agência no e-mail [email protected] para agendardatas para a realização de eventos.

Outra importante campanha realizada no fim de 2015 foi a “Vida. Dêpreferência”, em parceria com o Detran e o Governo do Estado, na qual foramveiculados filmes com duração entre 30 segundos e dois minutos com depoimentosde familiares de vítimas de acidente. Os vídeos da campanha – também exigidosnos canais de TV aberta – tiveram mais de 640 mil visualizações no YouTube. Há,entre outras peças, vídeo com relatos de João Reis, pai do cantor CristianoAraújo – que morreu em acidente em rodovia -, e do filho do cantor Leonardo,Pedro Leonardo – que capotou o carro que dirigia há três anos também numarodovia.

Paralelo à realização dessas campanhas, as concessionárias mantiveram aolongo do ano várias outras atividades cujo foco é a mudança de hábito tanto dousuário como da população que mora às margens das rodovias, principalmente nostrechos urbanos. São feitas ações para os caminhoneiros que envolvem arealização de exames médicos e orientação em postos de serviços; ações paraincentivar o uso de passarela pelos pedestres, campanhas para não utilização decelular ao volante, não consumo de álcool antes de dirigir e não ultrapassar oslimites de velocidade.

Quatro anos de queda. Esse é o quarto ano consecutivo em que onúmero de acidentes na malha concedida apresenta retração. Em 2012, 2013 e 2014essa redução foi de 3,06%, 3,54% e 3,86%, respectivamente. Já os números deferidos vêm oscilando, com aumento em 2012 (1,22%), queda em 2013 (-7,15%),incremento em 2014 (4,17%) e agora a maior queda histórica, de 11,17%. Já asmortes não cediam há dois anos. Após dois anos de queda consecutiva – 2011 de0,36% e 2012 de 9,73% – foram dois anos de aumento – 2013 de 0,4% e 2014 de9,23% – e agora a redução de 23,05%.

A concessionária que apresentou a maior queda no número de acidentes emSão Paulo foi a Cart, que administra trechos das rodovias Raposo Tavares(SP-270) e João Baptista Cabral Rennó (SP-225) e toda a extensão da RodoviaOrlando Quagliatto (SP-327) nas regiões de Bauru, Marília e PresidentePrudente. O recuo foi de 17,66% (de 1.382 acidentes para 1.138) na comparaçãoentre 2015 e 2014. Em seguida, com redução de 15,52%, aparece a ViaNorte, queadministras trechos das rodovias Anhanguera (SP-330), Prefeito Antônio DuarteNogueira, Atílio Balbo e Armando Salles Oliveira (SP-322) e Alexandre Balbo(SP-328), no Nordeste do Estado. Veja abaixo no link tabela com o desempenho das 20concessionárias do Programa de Concessão do Estado de São Paulo:

http://www.artesp.sp.gov.br/Acidentes-Feridos-e-Mortos-2008-2016.JPG

 PRA. Desde o início do programa de concessão, aARTESP mantém junto às concessionárias o Programa de Redução de Acidentes (PRA)cuja meta era reduzir o índice de mortes nas rodovias para menos da metade em20 anos a partir de 2000. O índice considera a quantidade de mortes, o volumede veículos e a extensão da malha. As medidas adotadas surtiram efeito tãopositivo que a meta foi praticamente atingida em 13 anos: o índice caiu de 5,32(mortes por 100 milhões de veículos por quilômetro) para 2,57.

Nova meta. Com base nos resultados alcançados no PRA econsiderando as metas lançadas pela ONU no programa Década de Ações para aSegurança Viária (2011 a 2020), a ARTESP, em conjunto com as concessionárias,reviu os objetivos de seu programa de redução de acidentes. A nova meta éreduzir as mortes em 50%, ou pela metade, até 2020, considerando os números de2010 como base. E, mesmo sem ser uma das metas estabelecidas pela ONU, queda de20% no número de feridos. Para atingir o patamar almejado, a ARTESP mantém osinvestimentos na infraestrutura viária e vem reforçando as campanhas deeducação no trânsito por considerar que é necessário mudar também ocomportamento do usuário.

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