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Rússia: as sanções começam a surtir efeitos

em Mundo/News & Trends por

À medida que o Ocidente procura isolar e punir a Rússia por anexar a Crimeia, alguns países optam por implementar um conjunto de sanções, por meio de uma opção mais séria: excomungar a Rússia do sistema financeiro global, cortando-a do sistema SWIFT, a rede que conecta instituições financeiras ao redor do mundo.

Essa sanção foi utilizada pelos Estados Unidos e seus aliados para isolar o Irã no passado, negando-lhes o acesso ao sistema bancário internacional.

E enquanto o Irã continua a ser pequeno o suficiente para ser cortado com consequências limitadas por outras nações, a Rússia parece ter imunidade especial para as sanções mais severas. Esse país é tão importante que sua eliminação do SWIFT pode arriscar o surgimento de um caos financeiro global.

“Punir a Rússia é esquecer que ela fornece suprimentos de gás para a Europa, é ignorar que existem muitas empresas norte-americanas e europeias que operam na Rússia agora. “Eu honestamente acredito que sancionar a Rússia é o mesmo que atirar no próprio pé”, diz o especialista em commodities, Jim Sinclair.

A economia da Rússia é tão entrelaçada com os mercados globais, que qualquer interrupção de seu acesso aos mercados globais provavelmente desencadearia estragos em todo o mundo, mas também seria uma retaliação imediata da Rússia, principalmente, por privar a Europa do abastecimento de energia. É por isso que alguns chamaram de sanções SWIFT a “opção nuclear”.

A SWIFT, ou  Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, é um sistema que permite os bancos globais realizarem transações com segurança. É como o sistema circulatório para o mundo financeiro, certificando-se que o dinheiro flua para todos os cantos da economia do mundo e mantendo-o saudável. É uma ferramenta conveniente e quase obrigatória que quase todos os países do mundo usa, com exceção da Coreia do Norte e Irã. Não ser parte dela é não fazer parte da economia global.

Na época das sanções iranianas em 2012, o chefe da ONU, Ban Ki-moon, disse: “As sanções impostas à República Islâmica do Irã têm tido efeitos significativos sobre a população em geral, incluindo um aumento da inflação, de matérias-primas e os custos de energia, além de um crescimento na taxa de desemprego e uma escassez de itens necessários, incluindo remédios”.

O déficit orçamentário do país dobrou em três anos, acabou em torno de 40 bilhões de dólares no final de 2012. Essas perdas foram por causa de uma mistura de questões específicas da SWIFT e sanções comerciais mais amplas.

Embora a União Europeia controle o que a SWIFT faz, ela é fortemente influenciada pela política externa dos EUA. A maioria das sanções é dirigida pelo pouco conhecido escritório de gerência do governo dos EUA para Controle de Ativos Estrangeiros.

“As três ordens executivas relacionadas com a situação na Ucrânia são ferramentas flexíveis para agir conforme o caso e como a situação se desenvolve na Ucrânia”, explica um porta-voz do Tesouro. “Geralmente nós não comentamos sobre as ações futuras, mas como o presidente deixou claro que irá impor custos sobre aqueles que minam os processos e instituições democráticas da Ucrânia, ameaçando a paz, segurança, estabilidade, soberania ou integridade territorial, ou que contribuem para a apropriação indevida de seus ativos”.

Enquanto a SWIFT declara que é improvável a Rússia enfrentar a gravidade das sanções que o Irã impôs, uma fonte do Departamento do Tesouro diz que a opção não pode ser descontada em longo prazo.

Até agora, alguns disseram que as sanções atuais sobre a Rússia, como a proibição de viagens e o congelamento de bens de indivíduo não têm muitos efeitos. A terceira rodada de sanções, incluindo restrições econômicas mais profundas e exclusões industriais, está prevista para ser anunciada em breve.

A economia russa já começou a sofrer os impactos. De acordo com vários relatórios de mídia, cerca de 40 bilhões de dólares em ativos devem ser retirados da Rússia nas próximas semanas. Além disso, os acordos militares com o país, incluindo alguns dos EUA, estão sendo desfeitos ou desconsiderados.

Mesmo com os cortes, é improvável desfazer um acordo para comprar helicópteros russos para a Força Aérea do Afeganistão com helicópteros Mi17, apesar das objeções do Senado.

A França já disse que não vai cancelar um contrato para fazer duas plataformas de pouso de helicópteros para a Marinha russa. Eles afirmam que  estão oferecendo um transporte desarmado e que, portanto, não viola qualquer sanção.

Já a Alemanha, por outro lado, suspendeu um contrato de tecnologia com a Rússia, no valor de 138 milhões de dólares.

© 2014, IBTimes

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