Saiba como será o futuro da cirurgia robótica

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A cirurgia robótica se estabelece no Brasil e no mundo e, hoje, desponta como tendência para o futuro dos procedimentos minimamente invasivos. Atualmente, a tecnologia já permite que operações sejam realizadas a cerca de 5 mil km de distância, por meio de sistema robótico. Para o futuro, máquinas dotadas de inteligência artificial que interagem com o médico.

É o que revela Dr. Marcos Tcherniakovsky, ginecologista, obstetra e especialista em endometriose e videoendoscopia ginecológica: “a próxima geração de robôs vai colaborar mais com dados e insights para o médico, com análise sobre se a técnica cirúrgica escolhida é a mais adequada, com disponibilização dos dados do paciente em tempo real”.

A ampliação de indicações também faz parte do futuro das cirurgias robóticas. Atualmente, o setor urológico está a frente das intervenções, seguido pelo ginecológico. No entanto, procedimentos na cabeça, no tórax, abdômen, coluna vertebral, entre outros, também são possíveis por meio robótico. 

“A cirurgia minimamente invasiva vai se beneficiar do crescimento dessa demanda e da melhora na tecnologia. Será benéfico para o médico, pois minimiza as chances de erros; bem como para o paciente, pois reduz os riscos operatórios e tempo de descanso do paciente”, comenta Dr. Marcos.

A cirurgia robótica no Brasil é a mesma adotada nos grandes países: utiliza o sistema Da Vinci XI e SI. O XI é mais atual, da quarta geração de robôs-cirúrgicos, e possui um conjunto de módulos com: quatro braços mecânicos; console com visor e joystick, para controle do médico; e monitor de imagens da cirurgia em tempo real, para a equipe acompanhar. 

Por meio do sistema Da Vinci, as cirurgias à distância são feitas com um atraso de comunicação menor do que um segundo, algo tão incrivelmente mínimo que não interfere na execução do procedimento. 

Números da cirurgia robótica

Apesar do alto custo do sistema (em cerca de R$ 35 milhões) e da cirurgia (entre R$ 5 mil e R$ 30 mil), o número de intervenções robóticas é crescente: chegou a 18% no mundo, segundo relatório da Intuitive, fabricante dos robôs-cirúrgicos. Somente no Brasil, o número de cirurgias ultrapassou 5 mil procedimentos, de acordo com informações da Strattner, representante da marca.

Ao todo, em setembro deste ano haviam 5.406 robôs espalhados por mais de 60 países, sendo 3.459 nos Estados Unidos,  936 na Europa, 718 na Ásia e 293 no restante do mundo. No Brasil, são 51 e, desses, 21 estão no estado de São Paulo.

“A quantidade de máquinas e cirurgias robóticas está cada vez maior, assim como a tecnologia que virá com novos tipos de robôs. Cada um com suas características para melhorar aquilo que já tem. Resta ao médico estudar e acompanhar as mudanças”, reflete Dr. Marcos.

SOBREDr. Marcos Tcherniakovsky – Ginecologista e Obstetra – Especialista em Endometriose e Vídeoendoscopia Ginecológica (Histeroscopia e Laparoscopia). Atualmente é Médico Responsável pelo Setor de Vídeo-Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. É Médico Responsável na Clínica Ginelife. Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO e membro da Sociedade Brasileira de Endometriose. Instagram: @dr.marcostcher   

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