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Cinema

Saraiva e Cinemark promovem ação especial para fãs de Vingadores

em Brasil/Cultura e Entretenimento/Geral/News & Trends/São Paulo por

A Saraiva, rede varejista de educação, cultura e entretenimento, e a Cinemark prepararam uma ação especial para os fãs de Vingadores, famosa saga da Marvel. Até o dia 30 de maio, quem apresentar o ingresso Cinemark do filme Vingadores: Ultimato em algumas lojas da Saraiva ganha mais 10% de desconto na compra de qualquer produto da franquia. No total são 30 lojas participantes em todo o Brasil.

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Aberta as inscrições para o The São Paulo Times® Film Festival 2017

em Brasil/Cultura e Entretenimento/News & Trends por

Devido ao sucesso da primeira edição que contou com produtores de Hollywood, o jornal realizará no final deste ano a segunda edição do seu festival internacional de curta-metragem

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Noah e Greta, 2

em Coluna por

RobertoNoah e Greta, 2

Não sou crítico de cinema. Muito menos de literatura. Numa construção de frase pretensiosa, eu diria que sou “apaixonado por estórias, estejam elas em forma de prosa ou audiovisual”.

Ou seja, curto livros e curto filmes. É meio por isso que estou aqui.

A ansiedade de consumir esses conteúdos cada vez mais, misturada à loucura do dia a dia, podem fazer as conexões que construímos ao assistirmos ou lermos uma obra irem embora facinho, facinho, sem a gente nunca parar pra pensar e conversar sobre ela. E isso, pra mim, não faz o menor sentido. Não consigo amar um filme sem sair falando alopradamente pra todo mundo sobre ele. Entende?

Então, agora, meu “falar alopradamente” é essa coluna quinzenal apelidada carinhosamente de Contém Spoilers, e o “todo mundo” é você, querido leitor.

Apresentações feitas, vamos ao que interessa – menos eu, mais as estórias.

Ontem tive a oportunidade de assistir mais uma vez um original Noah Baumbach+Greta Gerwig no telão. Mas saí do cinema pensando: é, não se pode acertar todas.

Noah captou a essência da infância tão bem em The Squid and The Whale, a contemporaneidade da juventude perfeitamente no genial Franches Ha (com a Greta Gerwig) e a negação dos 40 comicamente em While We’re Young. Mas, dessa vez, em Mistress America, ficou em cima do muro.

A nova representação de uma geração entre a Y e a anterior ficou boa, entretanto, só isso dessa vez não foi o suficiente. A estória começou morna, ganhou ares interessantes, mas de repente caiu num limbo sem fim pra finalmente terminar morna de novo. Por limbo eu me refiro à cena interminável em que os personagens estão na casa de Mamie-Claire, a ex-amiga e atual inimiga de Brooke. De repente Noah Baumbach, cunhado na escola wes-andersonesca de diálogos eloquentes nonsenses, tenha tentado algo do gênero nesta sequência, que não convenceu.

“Pelo menos a Greta é engraçada”, foi meu sentimento ao terminar a sessão. Bom, algumas figuras mais mergulhadas no cenário do cinema do que eu dizem que a função de um filme de comédia é divertir. Nisso, Mistress America não pecou, pelo menos comigo. Dei algumas boas gargalhadas. Talvez eu também esteja sendo um pouco injusto, tendo criado muita expectativa numa segunda parceria de Noah com Greta. É que saí do cinema tão tocado por Frances Ha que só a menção de um novo filme com atuação dela e roteiro dos dois juntos me fez vibrar.

Voltando à vaca fria de dois parágrafos antes, outro ponto a favor do filme é a facilidade com que Noah alcança e nos esfrega na cara a representação da geração Y-com-a-anterior. A sensação de saber tudo, mas não saber nada, de fazer tudo e não fazer nada ao mesmo tempo – algo que já esteve deliciosamente presente nos superiores Frances Ha e em While We’re Young.

“Eu sou autodidata. Você sabe o que é isso? Pois é, essa é uma das palavras que eu ensinei a mim mesma.” Se fosse só por frases como essa, por cenas soltas interessantes ou pelo fato do filme se ambientar dentro do mundo de uma aspirante a escritora, eu o teria amado.

Me falta ainda assistir três longas de Noah pré anos 2000. E, claro, muitos que ele, ainda com 46 anos, ainda há de fazer por aí. Tomara.

Roberto Stahelin, é publicitário, mas está esperando sair seu primeiro roteiro produzido ou livro publicado para mudar de status.

Grátis: cinema apresenta clássicos do Hitchcock

em Brasil/São Paulo por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Sala Barueri de Cinema apresenta a partir do dia 03 de agosto, e sempre aos domingos, os clássicos de Alfred Hitchcock. A Mostra marca o mês do aniversário do diretor, que no dia 13 de agosto completaria 115 anos.

Para a abertura, além da exibição do filme O homem que sabia demaiso público também poderá participar de um bate papo sobre a obra de Hitchcock com o professor da Universidade Cásper Libero e apresentador da BBC Brasil,  Irineu Guerrini Jr.

As sessões acontecerão todos os domingos de agosto, sempre às 20h, e a entrada é franca.

Dia 03/08 – O homem que sabia demais

Durante suas férias no Marrocos, Ben McKenna (James Stewart), um médico, e sua família se envolvem acidentalmente em uma trama internacional de assassinato, quando um moribundo fala ao ouvido de Ben algumas palavras. Para impedi-lo de denunciar a trama à polícia, os conspiradores resolvem então sequestrar seu filho.

Censura: 14 anos

Dia 10/08 – Psicose

A secretária (Janet Leigh)  rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga ela enfrenta uma forte tempestade e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por  Norman Bates (Anthony Perkins), Marion decide passar a noite no local.

Censura: 14 anos

Dia 17/08-  Um corpo que cai  

O detetive aposentado John ‘Scottie’ Ferguson (James Stewart)  encontra com um amigo, dos tempos de faculdade, que pede que ele siga sua esposa, Madeleine Elster (Kim Novak). John aceita e passa segui-la por toda a cidade. Ele começa a acreditar que a mulher é louca, com possíveis tendências suicidas, quando algo estranho acontece nesta missão.

Censura: 14 anos

Dia 24/08 –  Os pássaros  

Melanie Daniels (Tippi Hedren) é uma socialite. Um dia ela conhece o advogado Mitch Brenner (Rod Taylor) fica interessada nele. Após o encontro ela decide procurá-lo em sua cidade mas só não sabia que iria vivenciar algo assustador: milhares de pássaros se instalaram na localidade e começam a atacar as pessoas.

Censura: 14 anos

Dia 31/08- Janela indiscreta

Em  Nova York,  um fotógrafo profissional, está confinado em seu apartamento por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Como não tem muitas opções de lazer, vasculha a vida dos seus vizinhos com um binóculo, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido.

Censura: 14 anos

Sobre Alfred Hitchcock

Alfred Joseph Hitchocock nasceu em Londres, 13 de Agosto de 1899 e morreu em Los Angeles dia 29 de Abril de 1980, foi um cineasta inglês, considerado o “Mestre de Suspense”, um dos mais conhecidos e populares realizadores de todos os tempos. O suspense de Hitchcock trouxe inovações técnicas nas posições e movimentos das câmeras, nas elaboradas edições e nas surpreendentes trilhas sonoras que realçam os efeitos de suspense e terror.O clima de suspense é acentuado pelo uso de música forte e dos efeitos de luz.

SALA BARUERI DE CINEMA

03/08 – O homem que sabia demais / bate papo com Irineu Guerrini Jr.

10/08 – Psicose

17/08-  Um corpo que cai

24/08 –  Os pássaros

31/08- Janela indiscreta

Horário – 20 horas

Local – Sala Barueri de Cinema (Centro de Eventos, Avenida Pastor Sebastião Davino dos Reis, 672, Vila Porto)

Gratuito

497 lugares

Estacionamento: Grátis

Censura: 14 anos (todos os filmes)

Precisamos falar sobre o racismo

em The São Paulo Times por

De tempos em tempos, o cinema americano resolve acertar as contas com os problemas da sua sociedade. E, normalmente, com muito atraso. Passaram-se quase vinte anos para que “Platoon” e “Nascido para Matar” tocassem na ferida da Guerra do Vietnã (ainda que Rambo insistisse, sintonizado com a doutrina Reagan, que eles haviam ganho a guerra). Agora é a vez da escravidão.

Esta tendência já aparecia no ano passado, no monótono “Lincoln” de Spielberg, que aqui chamou mais atenção pela descoberta do “mensalão” republicano para aprovar a abolição, e na alegoria de “Django Livre” de Tarantino. Agora, “12 anos de escravidão” foi multi-vencedor do último Oscar.

Independente das premiações recebidas, o caminho para Hollywood acertar suas contas com a sociedade americana no tema do racismo ainda é longo. Basta lembrar que um dos marcos inaugurais do cinema estado unidense é “O Nascimento de uma Nação” de D.W. Griffith com a evidente defesa da Ku Klux Klan.  Ou o fato de que filmes como “O mordomo da Casa Branca” apenas arrisca na temática, sem aprofundar os problemas.

O fato é que todo filme é, também, um documento histórico: um produto do seu tempo e da sociedade que o produziu. A recente produção de filmes sobre a escravidão não devem servir como mea culpa ou denúncia dos séculos passados, mas para pensar, hoje, a sociedade segregada que emergiu dela e que nem o sacrifício de Marthin Luther King e, muito menos, a eleição do primeiro presidente negro foram capazes de suturar.

Neste sentido, o cinema brasileiro continua optando em esconder os problemas “embaixo do tapete”.  Os filmes brasileiros sobre a ditadura militar são harmoniosos, se comparados com seus pares argentinos, que por sua vez não tem medo em enfiar o dedo na ferida. E quanto a escravidão, salvo a honrosa exceção de “Quanto vale ou é por quilo”, genial em estabelecer o paralelo entre a atualidade e o conto de Machado de Assis, o tema da escravidão continua, mais do que entre os pares norte-americanos, ausente da filmografia brasileira.

Por Miguel Stedile

Mr. White inverteu as regras da TV e do Cinema

em The São Paulo Times por

Há mais de seis meses que o último episódio de “Breaking Bad” foi exibido na TV americana, mas ainda discutiremos por anos os efeitos desta série sobre a TV e o cinema. Não apenas porque só agora o seriado chegou à televisão aberta brasileira na Record – com o cômico subtítulo de “a química do mal” – ou porque a última temporada estreou no Netflix.

A história de como o professor de química frustrado se tornou traficante de metafetamina não é exatamente um divisor de águas. “Breaking Bad” precisa ser entendido no mesmo contexto de séries como “Os Sopranos”, “Mad Men”, das primeiras temporadas de “Dexter”, “Weeds” e “Homeland”. Ou para ser direto: na aposta alta dos canais pagos americanos como HBO, Showtime e AMC em inverter de vez as regras que diferenciavam o cinema da televisão.

O que chama atenção, em primeiro lugar, são os personagens narrativamente mais complexos, ou para ser simplista, os “anti-heróis”. O publicitário de Mad Men é um egoísta e egocêntrico, alcóolotra, adúltero, com um passado repreensível escondido no glamour dos primeiros anos da publicidade de uma América segregacionista. “Dexter” é um policial psicopata em meio a policiais corruptos e viciados. A agente de “Homeland” é bipolar. A dona-de-casa de “Weeds” é traficante de maconha num subúrbio de classe média. E o Heisenberg de “Breaking Bad” vai tomando conta da personalidade do antes pacato Mr. White, na mesma proporção em que desgraça a vida de todos a sua volta, em especial do seu parceiro Jesse Pinkman.

Para dar conta do que se propõe, estas séries exigem roteiristas mais talentosos, sem medo de abordar tabus, como a nova “Master of Sex” – e nem de arriscar a simpatia do público pelos personagens, vide “Game of Thrones”. Exige ainda um elenco igualmente talentoso, o que subverte a ideia de que os seriados de TV eram espaços para atores menores, em fim ou começo de carreira. Tudo isso, amarrado pela figura do showrunner. Mais do que um produtor executivo ou um chefe dos roteiristas, esta função implica na unidade do processo criativo, assumindo a direção dos episódios, mas principalmente do conjunto da série. A ausência ou a saída dos showrunners explica como algumas  séries desgringolaram, como “True Blood” e notoriamente “Lost”.

Estas séries também buscam a fotografia mais rebuscada e elaborada do cinema, seja na qualidade das imagens, seja na opção pelos planos. Em “Breaking Bad”, é nítido a opção pelas cores quentes e a fotografia “estourada” para a representação do deserto, assim como as tomadas em primeira pessoa, algumas filmadas com a mini-câmera Go Pro.

O cinema, por sua vez, segue o caminho inverso, mais parecido com a televisão dos anos 80. Apostando cada vez mais em blockbusters e em franquias. Desnecessários e descartáveis. Não existem outras palavra para definir “Vingadores” (e todos os seus filmes satélites), “Transformers” e o esforço em encher lingüiça de Peter Jackson para tornar uma historinha de cem páginas em três filmes suntuosos em “O Hobbit”. A maioria deles, inutilmente, em três dimensões.

Somente “Gravidade” – “impossível” de ser visto em uma tela de TV ou notebook – ofereceu uma verdadeira experiência estética para o 3D Imax.

Por tabela, as séries bem sucedidas estão fortalecendo outro fenômeno: a migração para a internet. Seja nos downloads “piratas” – a HBO comemorou que “Game of Thrones” é recordista em downloads – seja o Netflix e a possibilidade de assistir “por demanda”.

Ao mudar as regras da TV, estas séries estão mudando a forma como assistimos audiovisual e colocando um problema para os produtores de cinema: mesmo com sons e imagens melhores, até quando o cinema vai resistir com material narrativo de pior qualidade?

Por Miguel Stedile

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