fbpx

-Smart Writers & Smart Content & Smart Readers-

Tag archive

Síria

Guerra na Síria deixou 59 crianças mortas em janeiro, diz UNICEF

em News & Trends/ONU por

Em janeiro, 83 crianças e adolescentes foram mortos em meio aos confrontos armados em curso no Iraque, Líbia, Palestina, Síria e Iêmen. O conflito sírio foi o mais mortal de todos para meninos e meninas, deixando 59 menores mortos apenas no mês passado. Os números são do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que criticou o cenário de insegurança enfrentado por jovens em países do Oriente Médio e Norte da África.

Continue lendo

Foto de menino sírio é lembrete dos horrores inimagináveis da guerra, diz UNICEF

em Mundo/News & Trends/ONU por

A foto de Omran Daqneesh, o menino sentado sozinho em uma ambulância com o rosto e o corpo coberto de sangue e sujeira após ter sido resgatado de um edifício destruído na Síria, é um lembrete para o mundo dos horrores inimagináveis da guerra que as crianças sírias enfrentam todos os dias, disse nesta sexta-feira (19) um porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Continue lendo

ONU: mais de 300 mil pessoas em áreas sitiadas na Síria recebem ajuda alimentar pela primeira vez

em Mundo/The São Paulo Times por
Foto: PMA/Dina Elkassaby
Foto: PMA/Dina Elkassaby

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) confirmou nesta terça-feira (05) que tem obtido “progressos significativos” em relação a distribuição de alimentos nas áreas de difícil acesso na Síria, por conta dos conflitos em curso. Em julho, a agência conseguiu alcançar cerca de 3,7 milhões de pessoas, sendo que destas mais de 300 mil pessoas estão localizadas em áreas de difícil acesso.

No mês passado, o Conselho de Segurança da ONU, por meio da aprovação de uma resolução, autorizou as agências humanitárias e seus parceiros a usarem rotas que seguem para quatro postos adicionais na fronteira com a Turquia, Jordânia e Iraque, visando assim a agilizar a entrega de ajuda nas regiões de difícil acesso.

Em Moadamiyeh, zona rural de Damasco, o PMA conseguiu entregar alimentos pela primeira vez em dois anos, pois o acesso havia sido bloqueado desde outubro de 2012. “Ao entregar a comida na região, nossos trabalhadores relataram condições terríveis das pessoas que estão gravemente afetadas pela fome prolongada”, disse a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs.

“Os desafios de segurança continuam prejudicando a capacidade do PMA para entregar comida. Ainda precisamos alcançar mais de meio milhão de pessoas para chegarmos ao nosso objetivo que é dar ajuda necessária a 4,25 milhões de pessoas no total”, observou a porta-voz. Além disso, o PMA também alertou que os recursos estão diminuindo e que para continuar suprindo as necessidades alimentares das famílias afetadas pelos conflitos e os refugiados que vivem atualmente em países vizinhos é necessário 35 milhões de dólares por semana.

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) também alertou que 10,8 milhões de pessoas no interior da Síria ainda necessitam de assistência humanitária urgente.

Fonte: Onu.org.br

Síria: o uso de cloro e gás lacrimogêneo contra rebeldes continua

em Mundo/News & Trends por
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Síria estaria violando a famosa “linha vermelha” do presidente Barack Obama sobre o uso de armas químicas novamente?

Ambos os lados na guerra civil síria estão acusando um ao outro de uso ilegal de vários gases suspeitos e agentes químicos. E enquanto as autoridades ocidentais tratam esses relatórios com muito cuidado, eles podem levantar questões sobre a eficácia do acordo firmado no ano passado para livrar o país de armas químicas.

Esse acordo – entre os Estados Unidos, Rússia e um governo sírio relutante – foi firmado após a ameaça de Obama usar a força em resposta a um ataque químico mortal em agosto do ano passado, imaginando uma rápida apuração do arsenal químico da Síria.

Washington espera que uma reunião do conselho por um representante da missão conjunta da ONU com a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) vai influenciar com que Damasco possa pegar o ritmo e, voluntariamente, destruir seu arsenal químico.

Durante décadas, a Síria construiu grande parte de sua doutrina de defesa em torno de armas químicas, na tentativa de igualar o seu poder de fogo ao seu inimigo Israel. Todavia, com o regime do presidente Bashar Assad pressionado para desmantelar os arsenais que acumulou ao longo dos anos, um novo tipo de guerra química parece estar surgindo no país. Esta versão síria de guerra química não pode ser tão mortal, mas com certeza é ilegal.

Por enquanto, a Rússia, os Estados Unidos e as agências internacionais que supervisionam o processo de desarmamento estão focados na destruição de cerca de 1.300 toneladas de gases químicos que a Síria afirmou possuir, como parte de sua adesão no ano passado na Convenção sobre Armas Químicas, que proíbe tais armas químicas.

Porém, em meados de abril, foram encontradas na declaração anterior mais 500 toneladas de material tóxico, as quais foram adicionadas à lista.

Agora, no entanto, há relatos do uso de tais agentes como o cloro e outros gases suspeitos, incluindo gás lacrimogêneo, no conflito entre o exército e os rebeldes. “Temos indicações do uso de um produto químico tóxico industrial – provavelmente o cloro – na Síria este mês”, declara Jen Psaki, do Departamento de Estado dos EUA.  A Casa Branca diz que o assunto estava “sendo investigado”.

“Ambos os lados acusam um ao outro, e é difícil dizer o que realmente está acontecendo”, diz um funcionário europeu que lida com o desarmamento. Se os relatos são verdadeiros, segundo ele, as substâncias utilizadas nos ataques tendem a ser à base de cloro e são, na sua maioria, destinados a incapacitar, em vez de matar.

Por razões óbvias, o armazenamento e o uso de cloro – um produto químico amplamente utilizado para fins civis, para limpar os banheiros e desinfetar as piscinas – não são proibidos pela convenção química.

No entanto, a convenção proíbe o uso de tais agentes no campo de batalha. Damasco, por sua vez, afirma que os rebeldes estão reclamando a fim de chamar o Ocidente para a guerra na Síria e acusa seus inimigos internos de empregar dispositivos químicos feitos contra o exército.

Em uma carta ao Conselho de Segurança, o Ministério das Relações Exteriores da Síria acusou a Turquia, Arábia Saudita, Israel e os Estados Unidos de conspirar com os rebeldes nos ataques usando agentes químicos.

O embaixador da ONU na Síria, Bashar Ja’afari, diz que havia apresentado uma gravação de áudio ao Conselho de Segurança em que um “terrorista” foi ouvido tramando um ataque químico com forças externas.

Diplomatas ocidentais, no entanto, dizem que Damasco tem usado por muito tempo o pretexto de ter dificuldades com a segurança para diminuir o ritmo de eliminação de armas.

Se o processo de destruição de arsenal declarado da Síria for concluído em junho de 2014, como previsto, ou mesmo semanas ou meses mais tarde, seria uma grande conquista para a agência, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano passado. Mas os maus hábitos químicos são difíceis de morrer. As potências mundiais precisam começar a lutar contra um novo tipo de guerra que agora está emergindo na Síria.

© 2014, IBTimes.

Síria: o país onde a população morre de fome

em Mundo/News & Trends/Política/Saúde & Bem-estar por

A ONU tenta entrar na região que sofre com a guerra.

Uma tentativa de cessar-fogo provisório entre as forças governamentais e os rebeldes nos bairros sitiados da Cidade Velha de Homs foi anunciada no final da tarde da última quinta-feira, o que só permitiria que as equipes da ONU evacuassem as mulheres e crianças que desejam deixar o local neste sábado.

De acordo com fontes da oposição síria em Istambul: “As pessoas têm receio de que o cessar-fogo aconteça de verdade. Houve tantas promessas que já se quebraram. Eles também prometem que os alimentos serão entregues até sábado, mas as pessoas estão morrendo de fome”.

Dima Moussa, a porta-voz da Homs Quarters Union, um grupo ativista na cidade, diz que a ajuda humanitária não atingiu a Cidade Velha desde dezembro de 2012.

“Tem sido mais de 600 dias de cerco. Há alguns limitados grupos de ajuda humanitária em volta, depois de muita negociação. Foi uma situação humanitária absolutamente terrível. As pessoas estão literalmente ficando sem comida. Seus suprimentos esgotaram-se e agora elas comem as folhas das árvores”, declara Moussa.

Moussa diz que sete pessoas morreram de fome na Cidade Velha nas últimas semanas, e, “infelizmente, esperamos mais”, comenta.

Alega-se que centenas de milhares de civis alemães morreram de fome e doenças causadas pelo bloqueio comercial da aliada Alemanha, entre 1914 e 1919. Hitler – em vão – tentou sitiar Leningrado, bloqueando os mantimentos de sua população; ele também matou milhares de judeus assim – deixando-os sem comida. Stalin usou a inanição para matar os camponeses ucranianos.

Homs, a terceira maior cidade da Síria tornou-se um símbolo para o sofrimento do povo sírio.

Enquanto o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas tem sido o principal fornecedor da distribuição de alimentos para as áreas de Homs, “há partes de Homs – incluindo a Cidade Velha – que não conseguimos atingir”, diz Abeer Etefa, diretor sênior de informação pública regional do programa.

Acredita-se que cerca de 3 mil a 5 mil estão dentro da Cidade Velha, embora o número exato de civis, ao contrário de combatentes, não é claro.

De acordo com Juliette Touma da UNICEF “o que sabemos é que há pelo menos mil crianças presas na Cidade Velha de Homs”.

A UNICEF apresentou na semana passada uma lista de suprimentos urgentemente necessários para o governo sírio, incluindo vacinas contra a poliomielite, roupas de inverno e pastilhas para purificação de água.

O governo sírio disse que está preocupado que a ajuda ao chegar a Homs, caia nas mãos erradas. Ou seja, os combatentes rebeldes.

De acordo com Reem Haddad, o porta-voz do Ministério da Informação em Damasco “a Síria sempre foi um país produtor de trigo, com um excedente armazenado. Infelizmente, em locais onde os militantes estão presentes, os agricultores não foram autorizados a plantar ou colher seu trigo”.

“O trigo foi roubado e vendido através da fronteira”, disse Haddad. “Além disso, em locais onde os militantes estão presentes, eles não permitem que os civis saiam, pois precisam deles como escudos humanos. Sempre que os alimentos são permitidos, os militantes nunca os levam para dar ao povo”.

“Toda vez que os rebeldes são retratados, eles nunca estão magros, pelo contrário, se apresentam musculosos. Só a comida para a população civil que não é permitida pelos militantes”, finaliza Haddad.

É uma acusação que, naturalmente, os rebeldes negam.

Qualquer que seja a razão dos alimentos e outros auxílios terem sido bloqueados, a vida está difícil para os civis. Há também bombardeios diários, a cidade está sem eletricidade e com pouca comunicação com alguém fora de Homs.

Há uma constante sensação de isolamento e trauma. No início da guerra, os túneis eram usados ​​para contrabandear comida dentro de Homs. Mas, desde que os combates mais pesados ​​começaram a atacar, “os túneis têm diminuído”, disse um ativista. “A área controlada pelos rebeldes fica cada vez menor”, explica.

Mesmo as recentes conversas em Genebra II (realizada em Genebra e Montreux) foram vistas por militantes da oposição como uma tentativa cínica dos diplomatas “dizerem que eles estavam fazendo algo de concreto sobre o sofrimento sírio, quando na verdade, no chão, pouco está sendo feito para parar a matança ou mesmo apenas para alimentar as pessoas”, disse um morador de Homs desiludido.

“Quando estou com muita fome, eu saio quando não há bombardeios. Tento encontrar casas abandonadas onde as famílias que fugiram deixaram alimentos na despensa. É tudo que posso fazer”, diz Rami , que vive dentro da Cidade Velha. “Na esperança de se deparar com uma recompensa de alimentos enlatados, tudo o que consegui encontrar foi uma erva usada para fazer sopa”, conta.

Na quarta-feira, no entanto, a Rússia se opôs a uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação humanitária na Síria, o que irritou os líderes da oposição e fez os presos dentro de Homs sentirem-se ainda mais desesperados.

O que sabemos a partir de avaliações é que quase metade da população da Síria – cerca de 9 milhões de pessoas – estão em insegurança alimentar. Isso Significa que eles precisam de “ajuda alimentar”.

“É um bom começo para o governo se eles permitirem que os comboios entrem com os mantimentos”, disse um ativista de Homs. “Mas eles precisam pensar em outras áreas também. Yarmouk – um subúrbio de Damasco – também está morrendo de fome”, finaliza.

© 2014, Newsweek.

Voltar p/ Capa