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Tecnologias de reprodução: o que mudou desde o nascimento do primeiro bebê de proveta?

Desejo de aumentar a família encontra força nos avanços tecnológicos das técnicas de reprodução. Desde o nascimento do primeiro bebê…

By Redação , in Tecnologia e Ciência , at 27/09/2014

Foto: DailyBaby.com.br
Foto: Reprodução

Desejo de aumentar a família encontra força nos avanços tecnológicos das técnicas de reprodução.

Desde o nascimento do primeiro bebê de proveta por fertilização in vitro (FIV), em 1978, na Inglaterra, a medicina reprodutiva evoluiu bastante. O desenvolvimento tecnológico tem proporcionado grandes taxas de sucesso, garantindo êxito na realização do sonho de muitos casais.

De acordo com o hematologista e diretor técnico da Criogênesis, Dr. Nelson Tatsui, a evolução só foi possível devido à vontade de conceber novas vidas, que não se diluiu com a chegada da modernidade. “Após 30 anos, é de extrema importância destacar que a tecnologia conceptiva não teria evoluído tanto se não existisse também a vontade de ter filhos. Sem a pretensão de aumentar a família, não poderíamos nem sequer pensar em tratamento para a infertilidade”, comenta.

Hoje em dia, mesmo quando se coloca somente um embrião dentro do útero, as taxas de gravidez podem chegar a 60%. Mas como isto é possível? “Devido à melhora da tecnologia das estufas e dos métodos de seleção da qualidade embrionária, é possível cultivar embriões até o quinto ou sexto dia após a fertilização dos óvulos, quando este se encontra em estágio denominado blastocisto”, esclarece Dr. Nelson.

AS TÉCNICAS
Além da famosa fertilização in vitro, outras técnicas de reprodução foram desenvolvidas ao longo dos anos. Abaixo, o especialista elenca os três procedimentos mais realizados:

Fertilização in vitro (FIV)
A FIV, popularmente conhecida como “bebê de proveta”, é um método de alta complexidade e consiste na fecundação do oócito (gameta feminino) pelo espermatozoide em laboratório especializado e transferência do embrião já em estágio de divisão para o útero. Pode ser realizada com os gametas do próprio casal ou com gametas doados, ovodoação ou semendoação, dependendo do fator de infertilidade do casal. É indicada, principalmente, quando há fatores masculinos de infertilidade de moderados a graves, quando a mulher é diagnosticada com problemas tubários, em casos de endometriose sintomática ou insucessos em tratamentos de baixa complexidade realizados previamente.

Inseminação intrauterina (IIU)
Este é um procedimento relativamente simples e rápido e incluído nos tratamentos de baixa complexidade. É indicado para os casais em que o homem apresente alteração seminal leve, pacientes jovens, homens com dificuldade de ejaculação ou alterações anatômicas, ou teste pós-coito negativo (mostrando que os espermatozoides morrem na vagina, antes de ultrapassarem o colo do útero) por falta de interação muco cervical e sêmen. Existem ainda os casais que possuem sorologias discordantes para doenças infecciosas como HIV e hepatite, por exemplo, e, pelo risco de transmissão, não podem ter relações sexuais desprotegidas. Esses casais se beneficiariam da IIU, pois pode ser realizada a lavagem do sêmen, evitando-se o risco de contaminação e transmissão para a prole, no caso do homem ser o acometido.

Coito Programado
A indução da ovulação com Coito Programado é uma alternativa simples e de baixo custo, indicada, principalmente, quando há irregularidades no ciclo menstrual e falhas de ovulação. No entanto, a análise seminal do homem deve ser normal e não pode haver problemas tubários na mulher. Para a realização deste “namoro programado”, é necessária a realização de uma estimulação leve previamente que será controlada por exames de ultrassonografia. Dessa forma, o médico saberá o dia correto da ovulação. É imprescindível que se tenha relação sexual e que seja realizada no momento considerado mais fértil do ciclo menstrual que será sinalizado pelo médico. As taxas de sucesso dessa técnica são de, aproximadamente, 18% por tentativa.

E O FUTURO?
Há ótimas perspectivas para o futuro. Atualmente, uma das grandes novidades do segmento é o congelamento de óvulos, chamado de criopreservação. “Essa técnica permite que a mulher, ainda jovem, preserve o óvulo para utilizar no momento que desejar. O ideal é que o processo seja realizado até 35 anos, pois evita o armazenamento de óvulo ruim”, explica o Dr. Tatsui. Ainda de acordo com o especialista, outro avanço é o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD), que permite uma análise embrionária detalhada. “Por ser de alta tecnologia, o exame permite identificar algumas desordens genéticas. Esta técnica pode prevenir a transmissão de possíveis doenças, pois somente os embriões sem as doenças avaliadas serão transferidos”, finaliza.

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