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Tempo de aposentar uma palavra

Tempo de aposentar uma palavra Sinto que de vez em quando, é preciso aposentar uma palavra. Às vezes simplesmente porque…

By Redação , in Coluna , at 27/05/2015

Paulo

Tempo de aposentar uma palavra

Sinto que de vez em quando, é preciso aposentar uma palavra. Às vezes simplesmente porque ela foi usada demais, outras vezes porque foi mal usada e perdeu o sentido original. Penso que há hoje uma palavra que deveríamos aposentar, e essa palavra é “Sucesso”. Sim, eu sei, imagino que ficaram horrorizados com a idéia de aposentar uma palavra aparentemente tão positiva. Mas, afinal: o que é sucesso? O que é o Sucesso que se deseja nos aniversários e no ano novo; o que é este sucesso que a maioria persegue todos os dias, quando acorda e inicia mais um dia de trabalho?

O sentido de propor a aposentadoria do termo é porque nunca ouvi tantos desejarem sucesso o tempo todo – em ambos os sentidos – desejando como os votos aos outros, e desejando como realização pessoal também. Ao mesmo tempo, creio que nunca houve tantos “sucessos infelizes”: pessoas que, tendo atingido um ótimo nível de vida, ou tendo alcançado uma série de metas que colocou para si mesmo – descobre que o sucesso não é a mesma coisa que a felicidade.

Por incrível que pareça, muita gente confundiu o significado dessas duas palavras, imaginando que, sendo um “Sucesso”, automaticamente, seriam felizes. Muito longe disso. Sucesso pode ser muitas coisas, pode representar inclusive, algo nada positivo. Um bandido bem-sucedido, por exemplo. Um mentiroso bem-sucedido. Um Corrupto de sucesso. Ou seja, deveríamos tomar cuidado ao desejar “sucesso” por aí. Você sabe o que aquela pessoa almeja; o que vem a ser “sucesso” para ela? Sabe quais as intenções que ela tem? Ao desejar sucesso para alguns, você pode estar, desavisadamente, desejando o mal de muitos.

Nada disso acontece com a palavra Felicidade. A felicidade genuína só é possível; e só persiste, no bem. Aquele que faz o mal pode ficar satisfeito em ter conseguido o que queria. Mas sabemos, é temporário, não dura. Tudo aquilo que prejudica outros, volta, inexoravelmente. E é por isso que você pode conhecer corruptos ricos. Mas não vai conhecer corruptos felizes. Alegres, por uns tempos, talvez. Mas a conta volta, o Universo equilibra, e sempre devolve aquilo que emanamos, (ou o que, indevidamente, subtraímos).

Então, qualquer alegria construída sobre o mal aos outros, às custas do sofrimento alheio, será, inexoravelmente, curta e efêmera; acompanhada sempre de muito medo, tremor e rabo preso. É assim que deve ser.
Assim foi, é e será, sempre.

Por isso, vou aposentar o termo sucesso e passar a desejar exclusivamente felicidade. Porque só é realmente feliz quem se harmoniza com o mundo, quem ama os outros seres, quem cresce para além do egoísmo bárbaro e do interesse mesquinho.

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Paulo Roberto Ramos Ferreira é Coach e Terapeuta Transpessoal; Membro da ONG Terapeutas Sem Fronteiras e Conselheiro do Nikola Tesla Institute e autor do livro O Mensageiro – O Despertar para um Novo Mundo. © 2015.

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