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Torça pelo Brasil, mas cuidado com o barulho

Para evitar danos à audição, especialista recomenda o uso de protetores de ouvido. Antes mesmo de entrar em campo, a seleção…

By Redação , in Brasil Saúde & Bem-estar , at 13/06/2014 Tags:

Para evitar danos à audição, especialista recomenda o uso de protetores de ouvido.

Cirurgia-Orelhas-InternaAntes mesmo de entrar em campo, a seleção brasileira já sabe que poderá contar com seu 12º jogador: a torcida verde e amarela. A empolgação promete ser contagiante – e barulhenta!

As cornetas e até mesmo a caxirola – espécie de chocalho criado pelo músico Carlinhos Brown para a Copa do Mundo 2014 – prometem tomar conta das ruas, na mão das torcidas espalhadas pelo país. No Rio de Janeiro, por exemplo, 500 caxirolas serão distribuídas no ‘Alzirão’, tradicional ponto de concentração de torcedores.

E assim como a vuvuzela da Copa de 2010, a caxirola também pode causar efeitos nocivos à audição. Testes feitos durante a 166ª Reunião da Sociedade Acústica da América, em São Francisco (EUA), mostraram que o instrumento emite um ruído de até 82 decibéis, mas quando sacudido por muitas pessoas, ao mesmo tempo, faz um barulho ainda maior. Sem falar no som das cornetas! É preciso ficar alerta, uma vez que ruídos acima de 85 decibéis podem causar danos auditivos.

Para garantir uma diversão saudável durante a Copa do Mundo, no meio dos torcedores, a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas, aconselha o uso de protetores auriculares, que diminuem o impacto do barulho.

“Os atenuadores, como o nome diz, reduzem o barulho que entra pelos ouvidos, mas permitem que as pessoas escutem os sons ao redor. Assim, o torcedor participa da festa, sem descuidar de sua audição. Existem no mercado alguns tipos. Os atenuadores da Telex, por exemplo, quando colocados nos ouvidos, diminuem o barulho ambiente em até 25 decibéis. São feitos em acrílico e moldados de acordo com a anatomia do ouvido de cada usuário”, explica Marcella Vidal.

Além disso, a fonoadióloga, especialista em audiologia, recomenda uma distância mínima de 10 metros de aglomerações barulhentas. No caso das crianças, os cuidados devem ser redobrados. O barulho em excesso pode trazer irritação, choro e elas podem sair daquele ambiente com um forte zumbido no ouvido, sem que os pais percebam.

A perda de audição depende tanto da potência do som como do período de exposição ao ruído. “De imediato, por causa da intensidade do barulho, as pessoas podem ter a sensação de ouvido tampado, tontura, zumbido e dificuldades para ouvir”, afirma a especialista.

A perda auditiva é cumulativa. Dependendo da frequência, do tempo de exposição ao som elevado e da predisposição, o indivíduo pode sofrer danos auditivos cada vez mais severos, de forma contínua e elevada, ao longo da vida. Por isso, qualquer pessoa que ficar próxima a sons altos e estridentes pode sofrer – ou agravar – problemas de audição.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia estima que 15 milhões de pessoas sofrem algum problema de audição e que cerca de 350 mil não ouvem qualquer tipo de som. Portanto, fique atento. É necessário cuidar da audição também durante a Copa do Mundo.

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