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Congo: Missão da ONU pede resposta ‘pró-ativa’ em meio à violência de grupos rebeldes emergentes

Ao apresentar o seu relatório ao Conselho de Segurança da ONU, o chefe da Missão de Paz da ONU na…

By Redação , in Mundo The São Paulo Times , at 29/10/2014

Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti
Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti

Ao apresentar o seu relatório ao Conselho de Segurança da ONU, o chefe da Missão de Paz da ONU na República Democrática do Congo (MONUSCO), Martin Kobler, destacou a necessidade de uma resposta “pró-ativa” e não “reativa” aos ataques dos grupos rebeldes emergentes no país e à proteção dos civis.

Na ocasião, ele relatou uma série de massacres cometidos pelos rebeldes das Forças Democráticas Aliadas (ADF) entre 2 a 17 de outubro, em que foram mortos “brutalmente” com golpes de machetes mais de 80 civis, a maioria mulheres e crianças. “Estes ataques lamentáveis​​ demonstram a resistência do grupo e sua capacidade de usar guerrilha e táticas terroristas diferentes contra civis”, explicou.

Ao abordar sobre um plano para combater o ressurgimento dos rebeldes das ADF, Kobler afirmou que é necessário mais do que palavras contra os rebeldes e sim ações que ajudem a reconstruir a confiança da população nas Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e nas tropas de paz da MONUSCO. Além disso, defendeu “fortemente” operações militares e de combate conjuntas e decisivas entre ambas as forças, visando a pôr fim a este “flagelo.”

Ele reconheceu também que até então a prioridade da Missão focava na neutralização das Forças Democráticas para a Libertação do Ruanda (FDLR), que continua promovendo e cometendo assassinatos étnicos em Ruanda e na República Democrática do Congo, mesmo estando sob sanções do Conselho de Segurança. Se até o dia 2 de janeiro de 2015, o grupo não se desarmar voluntariamente, a ONU teme sobre o futuro do processo de paz e estabilidade do país e da região.

“O comandante das Forças de Paz da ONU e eu concordamos que a proteção dos civis é mais que uma tarefa ordenada. É a nossa razão de ser e um imperativo moral”, afirmou Kobler.

No entanto, ele alertou que a presença da ONU em áreas críticas de risco não é suficiente e que “presença sem ação, em meio à violência, mina a nossa credibilidade.” Para esse ponto, ele pediu mais engajamento das tropas da MONUSCO com os civis para descobrir onde está o perigo de forma a garantir a proteção de civis.

Por onu.org.br

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