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Vírus Zika: entenda a nova doença transmitida pelo Aedes aegypti

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika (genoma RNA), da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus que em humanos causa a doença conhecida como…

By Redação , in Saúde & Bem-estar , at 09/05/2015

Foto: Wikimedia
Foto: Wikimedia

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika (genoma RNA), da família Flaviviridae e do gênero Flavivirus que em humanos causa a doença conhecida como Febre Zika.

Um surto recente do vírus Zika fora da África e da Ásia foi relatado em abril de 2015, no Brasil, na cidade de Salvador (BA) quando do surgimento de uma doença até então desconhecida que afetou várias pessoas com sintomas semelhantes aos da gripe, seguido de exantema e artralgia, tendo sido relacionado ao Vírus Zika por pesquisadores do Instituto de Ciências da Saúde (ISC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), através da  técnica de RT-PCR(biologia molecular), que foi utilizada em  casos da doença em 19 municípios, como Ilhéus e Itabuna(BA), desde fevereiro de 2015. A primeira amostra de sangue contaminada com este vírus foi descrita em Camaçari (BA) em outubro de 2014.

Em 1947, constatou-se a presença do Vírus Zika em macacos no local, cujo nome batizou a doença: Floresta Zika, em Uganda. Somente em 1954 os primeiros seres humanos foram contaminados, na Nigéria. Porém, em 2007, deixou o continente africano e asiático, gerando um surto na Oceania – acometendo 75% da população das Ilhas Yap, Micronésia. A França teve 55 mil infectados em um período de três meses, sendo o único país da Europa que enfrentou o vírus, no ano de 2013.

A infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, coordenadora do Comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), comenta que sua propagação acontece, também, pelo mosquito Aedes albopictus. Há, ainda, suspeitas relatadas, de uma possível transmissão do  vírus por via sexual.

Sintomas

A semelhança com a dengue não está somente na forma de transmissão e no vetor, mas, também, nos sinais e sintomas apresentados pelos pacientes como: febre; manchas pelo corpo causadas por irritação na pele; dor de cabeça, de garganta e nas articulações; náusea; e mialgia. Um fator diferencial é a presença de conjuntivite em alguns casos. “Em média, após cinco dias, o paciente se cura espontaneamente”, informa Sylvia Hinrichsen.

O tratamento da Febre Zika é sintomático e as manifestações clínicas são leves; porém, na França, houve registro de formas clínicas mais graves. “Eram casos  associados à Síndrome de Guillan-Barré, como também outras apresentações neurológicas  como a encefalite, meningoencefalite, parestesia e paralisia facial”, diz a infectologista.

Não há, até o momento, registro de morte pela Febre Zika, um dos aspectos que pode explicar a inexistência de febre hemorrágica nos indivíduos infectados por esse vírus.

Previna-se!

“A forma mais eficaz de se prevenir contra o Vírus  Zika é combatendo o Aedes aegypti – que também protege das outras seis doenças transmitidas pelo mosquito: quatro tipos de dengue, Chikungunya e Febre Amarela”, alerta Sylvia Lemos Hinrichsen.

Medidas como armazenar lixo em sacos plásticos fechados; manter a caixa d’água completamente vedada; não deixar água acumulada em calhas e coletores de águas pluviais; recolher recipientes que possam ser reservatórios de água parada, como garrafas, galões, baldes e pneus, conservando-os guardados e ou tampados; encher com areia os pratinhos dos vasos de plantas e tratar água de piscinas e espelhos d’água com cloro são ações importantes e que ajudam a evitar a disseminação do vírus transmissor da doença.

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