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Você vai achar interessante saber que os micróbios produtores de metano causaram a maior extinção em massa do mundo

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Há cerca de 250 milhões de anos, quase toda a vida na Terra, de repente, morreu. Um especialista acredita que 90 por cento de todas as espécies foi morta, conhecido como o evento de extinção do fim do Permiano – há 100 mil anos.

Mas, até agora, a maioria das hipóteses sobre o que causou isso parecia pura especulação: asteróides, vulcões e incêndios em massa de carvão entre eles.

Uma nova teoria, publicada pela Proceedings of the National Academy of Sciences, oferece uma conclusão diferente: a mudança climática causada por gases de efeito estufa.

Sem os seres humanos ao redor para estimulá-los, no entanto, os cientistas por trás da pesquisa – do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e da Academia Chinesa de Ciências –  precisavam de um novo culpado.

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Eles encontraram o suspeito em minúsculos micróbios chamados Metanosarcina. Através do metabolismo, esses organismos microscópicos emitem enormes quantidades de metano, que é extremamente eficaz na retenção de calor na atmosfera.

Os micróbios explicam muito por que outras teorias nunca responderam a todas as perguntas. Uma colisão de asteróides é provavelmente a causa da calamidade global que matou os dinossauros há 65 milhões de anos atrás, porque a camada de sedimentos daquele tempo é cheia de poeira de asteróides. Mas as rochas do fim da era Permiano não são.

A teoria do vulcão é um boa, ou quase. Cerca de 250 milhões de anos atrás, a Sibéria era um vulcão em fúria, expelindo lava e detritos por milhares de quilômetros: as emissões de carbono que poderiam ter causado uma grande mudança climática.

Mas os cálculos dos pesquisadores do MIT descobriram que a quantidade de carbono liberada não era suficiente. Além disso, “uma injeção inicial rápida de dióxido de carbono a partir de um vulcão seria seguida por uma redução gradual”, diz Gregory Fournier, do MIT. “Em vez disso, vemos o contrário: um rápido e contínuo aumento.”

Gregory Fournier e seus colegas acreditam na teoria da produção de metano pelos micróbios por causa de três peças-chave de prova, quase como uma cadeia de eventos.

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Uma deles é um aumento exponencial de carbono inorgânico em oceanos do mundo. Ele não chega lá a partir do nada: os micróbios o fazem. Acontece que estes metanosarcinas passaram por uma transformação genética cerca de 250 milhões de anos atrás que lhes permitiu converter ainda mais carbono em metano.

A terceira prova retorna aos vulcões siberianos que estavam jorrando lavas na época. Enquanto suas emissões de carbono foram consideradas inofensivas, a sua produção de um outro elemento, o níquel, pode ter tido um papel: estes micróbios precisam de níquel como um nutriente; sem ele não poderiam se proliferaram como fizeram. “O níquel promoveu o combustível para o crescimento explosivo do Metanosarcina”, explica Gregory.

“O impacto cumulativo de todas essas coisas é muito mais poderoso do que qualquer um, individualmente”, diz Daniel H. Rothman, coautor do estudo. Foi um efeito estufa descontrolado que aqueceu a Terra até que a maioria dos animais não aguentava mais. Ele diz que, em conjunto, todas as evidências fornecem um “caso forte e consistente”.

© 2014, Newsweek

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