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Estresse e saúde mental: como isso afeta a sua boca?

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Especialista fala sobre o papel do dentista na promoção da saúde, identificando sinais de estresse ou transtornos mentais pela boca
O estresse é uma reação natural do organismo diante de situações desafiadoras, que exigem adaptação e resposta rápida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo vivem com algum transtorno mental, como depressão, ansiedade ou esquizofrenia. Eles são influenciados por diversos fatores, como genética, nutrição, infecções, desigualdade social e econômica, violência e emergências de saúde pública, sendo o estresse um dos principais fatores de risco, pois altera o equilíbrio hormonal e neuronal do nosso corpo.
Mas o que isso tem a ver com a saúde bucal? Muito mais do que se imagina. Segundo Thiago Caroso Froes, Clínico Geral e especialista em prótese dentária da Clínica Omint Odonto e Estética, o estresse e os transtornos mentais podem afetar o sistema imunológico, aumentando o risco de infecções orais, como cáries, gengivites e periodontites. “Ainda é possível levar a hábitos prejudiciais à saúde da boca, como fumar, consumir álcool ou açúcar em excesso, roer as unhas ou apertar os dentes (bruxismo). O que pode causar problemas como manchas, sensibilidade, erosão do esmalte, fraturas dentárias e dores na mandíbula”, explica. Além disso, alterações na alimentação e na higiene oral também podem colaborar para o mau hálito.
Prevenção
Entre as medidas preventivas mais comuns estão: manter equilibrado o estado emocional, seja com atividades que promovam satisfação ou com ajuda profissional, aumentar a ingestão de água para favorecer a hidratação geral do organismo e a produção de saliva, além de diminuir a ingestão de alimentos que causam desidratação, como álcool, café e chás. “Diante deste cenário, é fundamental que as pessoas cuidem da saúde mental e bucal de forma integrada. Para isso, é importante buscar ajuda profissional quando necessário, tanto de psicólogos ou psiquiatras quanto de dentistas”, diz Froes.
O papel do dentista na promoção da saúde mental
Neste contexto, os dentistas têm um papel importante na promoção da saúde mental dos seus pacientes. É possível identificar sinais de estresse ou transtornos mentais pela boca dos pacientes e orientá-los sobre os possíveis impactos na sua saúde bucal, podendo até fazer o encaminhamento para outros especialistas quando necessário.
“Uma vez que o estresse tem manifestações orais importantes, o cirurgião-dentista se insere no grupo multiprofissional que pode diagnosticar e tratar questões relacionadas”, afirma. Para tanto, faz-se necessária uma anamnese (diálogo estabelecido entre profissional de saúde e paciente) e exame clínicos capazes de identificar e correlacionar os achados com a situação vivida pelo paciente.
“É possível perceber quando o plano de tratamento excede às questões odontológicas e o cirurgião-dentista deve facilitar o acesso do indivíduo aos outros profissionais de saúde, como médicos, psicólogos etc. Por fim, o cliente deve ser bem-informado sobre alterações orais que necessitam de intervenção imediata e sempre manter regularidade nas consultas”, completa o profissional.
Além disso, os dentistas podem ajudar os clientes a melhorarem a sua autoestima e confiança ao tratar os problemas de saúde bucal que afetam a sua aparência e funcionalidade. Eles podem oferecer soluções estéticas e práticas para restaurar os dentes danificados ou perdidos, corrigir o sorriso ou aliviar as dores causadas pelo bruxismo.
“A saúde bucal é um componente essencial da saúde geral e da qualidade de vida das pessoas. Por isso, é importante que os dentistas estejam atentos às necessidades emocionais dos seus pacientes e ofereçam um atendimento humanizado e acolhedor. Assim, eles podem contribuir para a prevenção e o tratamento dos transtornos mentais e para a promoção da saúde bucal”, finaliza Froes.

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